POLÍCIA
Força Tática desarticula quadrilha e apreende armas de fogo e munições
POLÍCIA
Policiais militares da Força Tática do 2º Comando Regional prenderam uma mulher de 29 anos e dois homens, de 24 e 38 anos, por formação de quadrilha e porte ilegal de arma, na noite desta terça-feira (04.04), em Várzea Grande. Com os suspeitos, três armas de fogo e munições para diversos calibres foram apreendidas.
Conforme o boletim de ocorrência, a equipe da Força Tática recebeu informações sobre uma quadrilha que estaria realizando comércio ilegal de armas, no bairro São Benedito. De acordo com as denúncias, os suspeitos envolvidos seriam membros de uma organização criminosa.
Em diligências, uma mulher, com as mesmas características informadas na denúncia, foi abordada enquanto chegava em uma residência. Com a suspeita foi localizado um revólver calibre .38 dentro de uma bolsa. Ao ser questionada, ela revelou que a arma seria de uma organização criminosa e indicou a possível localização do restante dos suspeitos.
Na continuidade das buscas, as equipes se deslocaram até o bairro São Simão e encontraram dois suspeitos dentro de um veículo Corsa prata. Em procedimento de vistoria ao carro, os policiais localizaram uma caixa de papelão contendo uma pistola de calibre 9mm com sete munições e dois carregadores.
A dupla foi localizada próxima de uma residência, que um dos suspeitos afirmou ser de sua propriedade. Em seguida, a equipe da Força Tática entrou no imóvel e visualizou, em cima de uma cama, um revólver calibre .38 carregado com seis munições.
Os policiais militares receberam, ainda, informações sobre um quarto suspeito, que estaria em fuga com uma caminhonete. A equipe da Força Tática localizou o referido veículo, momento em que o condutor empreendeu fuga, dispensando uma caixa pela janela. Em verificação ao material, os policiais encontraram 50 munições de calibre .22.
Diante da situação, os três membros da quadrilha detidos anteriormente foram encaminhados para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, com os materiais apreendidos, para registro do boletim de ocorrência e demais providências. O quarto suspeito segue sendo procurado pelas forças policiais.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Fonte: PM MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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