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Força-Tarefa cumpre 61 mandados de prisão e busca e apreensão contra integrantes de facções criminosas em MT

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(FTSP/MT), composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar, deflagrou a Operação Dissidência para cumprimento de 22 mandados de prisão preventiva, 03 prisão temporária e 36 busca e apreensão nos estados de Mato Grosso e Rio de Janeiro contra envolvidos em crimes como homicídios, tortura e tráfico de drogas.

Durante as investigações da Força-Tarefa foi identificado que na região centro-norte do estado de Mato Grosso estaria ocorrendo uma guerra entre uma facção criminosa e sua dissidência pelo controle na venda de drogas, principalmente, no município de Sorriso, o que provocou um aumento exponencial em homicídios no município.

A Força-Tarefa de Segurança Pública instaurou um inquérito policial para apurar os fatos e, com um complexo trabalho de investigação e de inteligência, as equipes identificaram os líderes das facções na região, inclusive, de dentro do sistema penitenciário, bem como outros integrantes responsáveis por promover homicídios, torturas, tráfico de drogas, entre outros crimes graves. Também foi possível identificar uma mulher de 30 anos como uma das líderes do grupo criminoso, que residiria no estado do Rio de Janeiro e transitava com frequência entre os municípios do Rio de Janeiro e Macaé, locais onde possuía residência.

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Foram cumpridos mandados expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Sorriso/MT nos municípios de Cuiabá/MT, Várzea Grande/MT, Sinop/MT, Sorriso/MT, Marcelândia/MT, Peixoto de Azevedo/MT, Terra Nova do Norte/MT, Tangará da Serra/MT, Guarantã do Norte/MT, Rio de Janeiro/RJ e Macaé/RJ. Também foram cumpridos mandados de prisão na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, em Sinop; na Penitenciária Central do Estado e na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, ambas em Cuiabá e na Cadeia Pública de Peixoto de Azevedo, em desfavor de criminosos que já se encontravam presos.

Além das equipes da Polícia Civil, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar, que incluíram cães farejadores com o intuito de busca por entorpecentes, também foram utilizados helicópteros do Centro Integrado de Operações Aéreas (Cioaper) e da Polícia Rodoviária Federal. A FTSP/MT tem por objetivo a atuação conjunta e integrada no combate ao crime organizado no estado do Mato Grosso.

Fonte: PRF MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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