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Foragido que respondia a processos em cinco comarcas de MT morre em confronto com policiais em Goiás

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Procurado pela Polícia Civil de Mato Grosso por crimes de roubo em diversas cidades do estado, entre eles vários cometidos na modalidade ‘novo cangaço’, Laurêncio Francisco da Silva, de 54 anos, morreu nesta sexta-feira (09.06) em confronto com policiais militares, na cidade de Aparecida de Goiânia, região metropolitana da capital goiana.

A Gerência Estadual de Polinter e Capturas da Polícia Civil recebeu a informação de que o procurado pela Justiça estadual foi a óbito no final da tarde desta sexta-feira. A Polinter se preparava para cumprir nos próximos dias um mandado de prisão contra o foragido. Ele estava com a prisão decretada pela Comarca de Campo Verde. Ele também foi preso anteriormente por um assalto cometido contra uma agência bancária há 19 anos na cidade de Poconé.

Bando criminoso

Em maio de 2020, a Polinter de Mato Grosso prendeu em Aparecida de Goiânia duas mulheres integrantes da mesma organização criminosa à qual pertencia Laurêncio, que atuou no estado de aterrorizando cidades com assaltos a bancos.

Laurêncio, conhecido como “Loro”, era antigo morador do bairro do Barbado, em Cuiabá. Criminoso com extensa ficha criminal, ele foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Mato Grosso inúmeras vezes. Participou do assalto a banco, em fevereiro de 2004, em Poconé, quando um grupo de criminosos munidos com fuzis e armamento de uso restrito as Forças Armadas sitiou a cidade Pela participação nesse crime, ele foi indiciado em inquérito da Gerência de Combate ao Crime Organizado e, no curso das investigações, foi preso e sentenciado a 38 anos de reclusão pelo assalto, crime pelo qual estava com mandado de prisão decretado pela Comarca de Poconé.

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Anterior a esse assalto, ele foi preso pela Polícia Civil pelo crime de extorsão mediante sequestro de um empresário de 22 anos, em Cuiabá.

Em 2008, foi preso em flagrante depois que criminosos fortemente armados renderam funcionários e clientes de uma empresa de venda de defensivos agrícolas, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá.

Laurêncio também foi preso em Rondônia, em flagrante, por participação em arrombamentos a caixas eletrônicos com uso de explosivos. Era investigado também por integrar um grupo criminoso que arrombou terminais de autoatendimento no Amazonas.

Ele também era investigado por envolvimento em roubo a banco no Pará e em outros cometidos na mesma modalidade em Mato Grosso.

Em dezembro de 2016 foi preso pelo Serviço de Inteligência da Polícia Militar, em Goiânia, com outros dois comparsas e autuados por crime de porte ilegal de arma de uso restrito. Com eles foram apreendidos fuzis de calibre 556, carregadores, munições de diversos calibres, binóculo de longo alcance e apetrechos. O grupo planejava explodir uma agência bancária da Caixa Econômica Federal na cidade de Silvânia, no interior goiano.

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Mecânico, Laurêncio Francisco chamou da Polícia, em uma entrevista concedida à imprensa de Goiás, em que afirmava ter participado de aproximadamente 50 assaltos a banco em todo o País.

Localização em Aparecida de Goiânia

Laurêncio foi localizado pela Polícia Militar goiana no final da tarde desta sexta-feira (09.6), em uma residência no bairro Vila São Tomaz, em Aparecida de Goiânia.

Assim que os policiais chegaram ao local, foram recebidos a tiros. Atingido durante o confronto, Laurêncio foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Ele registrava antecedentes criminais por roubo qualificado, extorsão mediante sequestro, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e permitido, furto, receptação, formação de quadrilha, associação criminosa, posse e porte de artefatos explosivos. Em Mato Grosso processo criminal nas comarcas de Cuiabá, Várzea Grande, Poconé, Campo Verde e São José do Rio Claro; e nos estados de Rondônia, Amazonas, Goiás, Pará e Alagoas.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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