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Estelionatário que atuava em Cuiabá tem prisão cumprida pela Polícia Civil em SP

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Um homem apontado como autor de diversos crimes de estelionato em Cuiabá teve o mandado de prisão cumprido, na sexta-feira (30.06), em uma ação conjunta das Polícias Civis de Mato Grosso e São Paulo, após ser localizado na cidade de Mirassol (SP).

O suspeito, investigado pela Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, estava com o mandado de prisão decretado pela Núcleo de Inquéritos Policiais da Capital e teve a ordem de prisão cumprida pelos policiais da 1ª DIG, DEIC e Deinter 5, da Polícia Civil de São Paulo.

As investigações da Delegacia de Estelionato após o registro de vários boletins de ocorrência contra o suspeito envolvendo compra e venda de veículos em Cuiabá. Com base nas investigações, foi representado pelo mandado de prisão e busca e apreensão contra o investigado, que deixou a cidade de Cuiabá e era considerado foragido.

Foram decretados pela Justiça, mandados de busca e apreensão domiciliar em Cuiabá e no estado do Pará, porém o suspeito não foi localizado em nenhum dos dois endereços. Em continuidade às investigações, foi levantada a informação de que ele havia se mudado para o estado de São Paulo, onde estaria morando na região de São José do Rio Preto (SP).

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Com base nas informações, os policiais da Delegacia de Estelionato trocaram informações com a Polícia Civil de São Paulo, que conseguiu localizar e prender o procurado na cidade de Mirassol (SP). Além da ordem de prisão preventiva, houve pedido de sequestro de bens e bloqueio de contas próximo a R$ 200 mil, valor do prejuízo apurado.

Com a localização e prisão do suspeito, o delegado responsável pelas investigações, Marcelo Torhacs, deve concluir o inquérito policial em 10 dias. “É uma prisão importante, uma vez que o suspeito praticou vários crimes, noticiados por meio de diversos boletins de ocorrência, antes de se mudar para outro estado da Federação, de maneira clandestina”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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