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Escola de Formação de Praças celebra 50 anos com entrega de medalhas em Cuiabá

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A Polícia Militar de Mato Grosso realizou, na noite desta segunda-feira (08.05), a solenidade alusiva aos 50 anos da Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Esfap), em Cuiabá. A cerimônia também contou com homenagens para oficiais militares, autoridades políticas, desembargadores, juízes de Direito e demais autoridades ilustres pelo compromisso e dedicação ao ensino da Polícia Militar de Mato Grosso.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Correa Mendes, parabenizou a Esfap pelos 50 anos e destacou que a unidade é de suma importância na vida dos policiais militares e dos novos que ingressarão a partir da convocação do concurso assinado pelo governador Mauro Mendes.

“Aqui na nossa escola de formação, que já formou mais de 15 mil policiais, iremos receber todos os alunos convocados no concurso público para que eles sejam capacitados com toda a qualidade de estrutura que a Esfap oferece. A formação recebida na Esfap sempre foi um diferencial na carreira dos profissionais, preparando-os para os desafios e exigências da atividade policial”, declarou.

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Além disso, o coronel destacou os inúmeros investimentos por parte do Governo do Estado, ressaltando que a Polícia Militar de Mato Grosso é a mais moderna e preparada do país, pois investe na formação e capacitação da corporação. Somente em 2022, mais de 1,2 mil policiais militares foram capacitados em cursos da Rotam, da Polícia Ambiental, da Cavalaria e do Bope.

“Não é um trabalho fácil, é árduo e precisa de muita coragem. Não basta apenas termos investimentos, é preciso preparo e executar o trabalho de garantir a segurança da população com maestria. Temos um saldo bastante positivo com relação às ações da Polícia Militar. O governo investe, então devemos dar uma resposta imediata”, pondera.

O comandante da Esfap, tenente-coronel Bruno Marcelo Souza Tocantins, destacou em sua fala que além dos mais de 15 mil alunos formados, a escola de já contou com 31 turmas de soldados, além de estágios e capacitações e que a instituição continua sendo uma referência na preparação dos policiais militares do estado.

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“A área de ensino deu um salto de qualidade. Atualmente as formações contam com corpo técnico especializado, dentre oficiais e praças, seguindo Matriz Curricular Nacional da Secretaria Nacional de Segurança Pública, com doutrina própria e buscando cada dia mais a excelência na formação e capacitação do policial militar”, ressaltou.

Fonte: PM MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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