POLÍCIA
Envolvido em crimes de roubo e homicídio em Diamantino tem prisão cumprida
POLÍCIA
Contra o suspeito, havia dois mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça após representação da Polícia Civil, que estavam em aberto e foram devidamente cumpridos.
Nas investigações da Delegacia de Diamantino, o suspeito teve a participação identificada em um roubo a residência com privação de liberdade das vítimas, assim como em um homicídio tentado e consumado ocorrido no mês de dezembro no município.
O roubo ocorreu no mês de fevereiro de 2022, em uma residência no bairro Novo Diamantino, ocasião em que seis criminosos em posse de arma de fogo, renderam as vítimas (todas mulheres) e anunciaram o assalto. Na ocasião, os suspeitos mantiveram as vítimas reféns por mais de seis horas, mediante torturas psicológicas e ameaças.
Os assaltantes subtraíram aparelhos celulares, eletrônicos, joias, objetos da casa e fugiram com o veículo da vítima. A identificação foi possível após a coleta de imagens de uma câmera de segurança de um estabelecimento, em que os suspeitos pararam para fazer compras utilizando o cartão da vítima.
Outro crime barbáro que o suspeito teve a participação identificada, ocorreu no mês de dezembro de 2022, quando duas vítimas estavam caminhando para casa e foram abordadas por três homens em um veículo VW Gol. Na ocasião, as vítimas que eram do estado de São Paulo foram colocadas dentro de um veículo e levadas para uma lavoura para serem executadas, supostamente por pertencer a uma facção rival.
Os suspeitos efetuaram diversos disparos contra as vítimas, sendo que uma não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A outra conseguiu procurar ajuda após o atentado, sendo socorrida. Nas investigações dos dois casos, foi possível identificar a participação do suspeito, sendo representado pela sua prisão preventiva nos dois inquéritos policiais relatados pelo delegado Marcos Martins Bruzzi.
As ordens de prisão pelos dois crimes foram deferidas pela Justiça, sendo o suspeito localizado na última segunda-feira (03) pela Polícia Militar em Nobres, ocasião em que teve os mandados cumpridos. O suspeito foi interrogado na terça-feira (04), na Delegacia de Diamantino, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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