POLÍCIA
Delegacia Regional de Confresa recebe 7 novos delegados que reforçarão os trabalhos policiais na região
POLÍCIA
Sete novos delegados da Polícia Civil de Mato Grosso, foram lotados oficialmente na Delegacia Regional de Confresa (1.160 km a nordeste de Cuiabá), onde atuarão como gestores nas unidades policiais da circunscrição.
O ato de posse na regional, aconteceu na tarde terça-feira (19.04), durante cerimônia realizada na Câmara Municipal de Vereadores e contou com a presença de várias autoridades locais.
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Os novos profissionais da Polícia Civil serão colocados à disposição da população e desenvolverão suas atividades nos municípios de São Félix do Araguaia, Alto Boa Vista, Porto Alegre do Norte, Confresa, Vila Rica e São José do Xingu.
A solenidade foi aberta com a apresentação musical da Banda da Polícia Civil de Barra do Garças, com a participação do policial civil Marcelo da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa.
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Na ocasião o delegado Regional de Confresa, Marcos Aurélio Dias Leão, recebeu os novos servidores com boas-vindas, bem como ressaltou as dificuldades e percalços que virão pela frente, mas, com dedicação com toda certeza seriam superados.
O delegado Regional falou sobre a região, que é maior do que muitos Estados Brasileiros, e, por estar em pleno desenvolvimento econômico e populacional, traz em sua esteira o aumento da criminalidade.
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“Porém com qualidade e eficiência, a Polícia Civil dará resposta célere e efetiva no combate aos criminosos, sobretudo com as novas tecnologias existentes”, destacou Marcos Aurélio Leão.
Presente na posse, o delegado da Derf de Confresa, Bruno Gomes, recepcionou os colegas e se colocou à disposição para auxiliar sempre que necessário.
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Representado os novos delegados, Higo Rafael Ferreira de Oliveira, agradeceu a receptividade e falou do entusiasmo em iniciar a carreira dentro da Instituição, em uma região onde atuam excelentes policiais. “Sozinhos nós somos um raio, mas juntos somos uma tempestade”, salientou ele.
Também estiveram presentes: o presidente da Câmara Municipal, vereador Cristiano, o representante do Presidente da Subseção da OAB de Vila Rica, Doutor Samuel Machado, Sub-Comandante do Núcleo do Corpo de Bombeiros de Confresa, Sub-Tenente França, o gerente Regional da Politec de Barra do Garças, perito criminal José da Silva, o Vice-Presidente do Conseg de Confresa, o jornalista Ilário Tavares, o coordenador de Assuntos Comunitários de Confresa, Padre Marco Antônio, além de policiais civis da região e outros convidados.
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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