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Curso de Inteligência Ambiental capacita servidores para combate a crimes ambientais em MT

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Aprofundamento teórico de conteúdos, procedimentos especializados, e técnicas operacionais de inteligência com foco no combate aos crimes ambientais no estado de Mato Grosso fazem parte dos assuntos debatidos no 1º Curso Básico de Inteligência Ambiental, realizado pela Polícia Civil, para cerca de 50 profissionais de Segurança Pública, entre os dias 19 a 23 de junho em Cuiabá.

A abertura do curso, idealizado e desenvolvido pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), Diretoria de Inteligência e Academia de Polícia (Acadepol), foi realizada na manhã desta segunda-feira (19.06), reunindo profissionais da área de inteligência e diversas autoridades ligados a órgãos de defesa do meio ambiente.

A capacitação conta com apoio do Programa de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), Polícia Rodoviária Federal e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Entre os participantes estão 49 profissionais de inteligência, entre policiais civis, policiais militares, policiais rodoviários federais, servidores da Sema, Ibama, Gaeco e do Mapa, com a finalidade de aprimorar conhecimentos e intensificar o combate aos crimes ambientais no auditório mato-grossense.

Na abertura do evento, a delegada titular da Dema, Liliane Murata, destacou que desde os primórdios, o conhecimento e o tratamento da informação são ferramentas fundamentais para existência da própria humanidade, e que desta forma, produzir e salvaguardar, são princípios da inteligência que podem assessorar tomadas de decisões em nível estratégico em questões de segurança e no combate aos ilícitos ambientais.

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“A Polícia Civil de Mato Grosso vem buscando incansavelmente meios e ferramentas para uma investigação robusta, com resultados satisfatórios e o combate aos crimes ambientais também está inserida nesse contexto de melhoria e excelência de resultados”, disse a delegada.

A delegada-geral, Daniela Silveira Maidel, destacou o tamanho territorial do estado de Mato Grosso como um grande privilégio e também como um grande desafio no combate aos crimes ambientais.

“Todos nós já ouvimos falar sobre a grande extensão do nosso estado, que chega a ser maior que muitos países. É nesse cenário que nós, atores da Segurança Pública, temos que trabalhar e combater os ilícitos da área de meio ambiente. Essa responsabilidade exige que nossos profissionais estejam cada vez mais capacitados e cada vez mais prontos desenvolverem investigações de qualidade, robustas e que podem mudar a história do nosso estado e dos que aqui vivem”, destacou.

O secretário adjunto de inteligência, Valter Furtado Filho, destacou que a gestão atual tem como foco trabalhar o conhecimento para passar de base para as demais diretorias de inteligência. “O investimento será focado em softwares para podermos dar um resultado mais qualificado. A ideia é que a Agência Central de Inteligência do Estado possa dar apoio a todas as demais unidades de inteligência, tanto com material humano, quanto com equipamentos que tragam amplitude aos trabalhos desenvolvidos”, disse o secretário.

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A secretária de estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, elogiou a iniciativa do curso e destacou que não poderia deixar de prestigiar todos aqueles que receberam o desafio de combater os ilícitos penais no estado de Mato Grosso, que é tão grande, quanto a sua extensão territorial.

“Na última semana participamos de um evento em Brasília em que Mato Grosso foi destaque pelas estratégias que vem usando para melhorar a eficiência no combate aos ilícitos ambientais. No âmbito da rede que mais tem se investido em tecnologia para transformar o modo como realiza o enfrentamento aos mais diversos ilícitos, mas em especial, com foco na proteção ao meio ambiente. Tivemos a oportunidade de buscar essas estratégias para demonstrar como o estado de Mato Grosso internalizou essa tecnologia e procedimentos padrões e transformou a atuação no combate aos ilícitos ambientais”, frisou a secretária.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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