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Corpo que pode ser de empresário desaparecido em MT é localizado em distrito do Pará

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A Polícia Civil de Mato Grosso recebeu a comunicação de que o corpo de uma vítima, que pode ser do empresário Valdir Lanza de Moura, desaparecido em Alta Floresta no início deste mês, foi localizado na manhã desta quarta-feira (01.02), no distrito de Castelo dos Sonhos, no estado do Pará.

O corpo apresentava sinais de disparos de arma de fogo e as vestimentas foram reconhecidas por um familiar da vítima. Contudo, a Polícia Civil aguardará o resultado do exame pericial para a comprovação efetiva de que se trata da vítima Valdir Lanza.

Na semana passada, a Delegacia de Alta Floresta cumpriu a prisão de um dos envolvidos no desaparecimento do empresário.

H.E.M., de 27 anos, foi preso em uma residência em Sinop e identificado nas investigações da Delegacia de Alta Floresta como a pessoa que conduzia a camionete de Valdir, de 55 anos, no dia 06 de janeiro, data em que a vítima desapareceu.

Desaparecimento

Conforme a família de Valdir, o produtor rural deveria buscar o filho com a ex-mulher para passar o fim de semana, porém, ao tentar contato telefônico com o empresário, a ligação caía somente na caixa postal e ele não respondia mensagens do Whastapp.

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Durante as diligências da Polícia Civil na casa da vítima, a equipe de investigação apurou que a caminhonete de Valdir não estava na garagem, mas os pertences da residência estavam em ordem, não aparentando nada de anormal.

A Delegacia de Alta Floresta buscou imagens na região e de praças de pedágio de rodovias e constatou que a caminhonete da vítima passou pela estrada em Colíder. O investigado preso nesta quarta-feira era a pessoa que conduzia o veículo.

No dia 19 de janeiro, a Polícia Civil de Mato Grosso recebeu a informação de que a caminhonete foi localizada, abandonada, em uma estrada vicinal no município de Novo Progresso, no Pará. O veículo foi encaminhado à Delegacia de Alta Floresta para realização de perícia.

De acordo com o delegado Thiago Berger, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de roubo seguido de morte (latrocínio). Com base nas primeiras diligências realizadas desde a data do desaparecimento, o delegado responsável pela investigação representou à Justiça pela prisão do investigado H.E.M.
 

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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