POLÍCIA
Corpo de mulher desaparecida é encontrado em milharal e dois suspeitos são presos por feminicídio
POLÍCIA
A Polícia Civil esclareceu o desaparecimento de uma moradora da cidade de Curvelândia e prendeu dois suspeitos pelo homicídio da vítima. A mulher de 55 anos estava desaparecida desde o último domingo e o corpo foi localizado no meio de um milharal, nas proximidades do município, nesta quinta-feira (09.06).
A Delegacia da Polícia Civil de Mirassol d’Oeste iniciou as investigações na terça-feira após receber o boletim registrado pelo filho da vítima na noite do dia 06 de junho. Ele informou que Ana Alves Pereira, de 55 anos, saiu de casa por volta das 20h do domingo para ir à Festa do Queijo, evento tradicional realizado pelo município de Curvelândia. Porém, a vítima não retornou para casa e o filho não teve notícias dela depois de verificar com familiares sobre o paradeiro da mãe.
Investigação
A equipe da Delegacia de Mirassol d’Oeste apurou informações em Curvelândia e na quarta-feira realizou diligências em um acampamento do movimento de trabalhadores sem-terra nas proximidade do Rio Cabaçal. Um dos suspeitos, de 29 anos, estava no local e ao ver a presença dos policiais, fugiu para dentro da mata.
Nesta quinta-feira (09) à tarde, ele se apresentou espontaneamente na Delegacia de Mirassol d’Oeste. Em entrevista preliminar, o suspeito caiu em em contradição nas informações prestadas e depois acabou confessando a participação no homicídio e deu informações sobre o outro envolvido no crime e indicou o local onde o corpo da vítima foi ocultado.
O delegado Matheus Prates explicou que o suspeito informou que no dia da festa em Curvelândia, os dois envolvidos no homicídio fizeram uso de drogas e depois foram até uma área mais afastada da cidade, onde há um milharal. No local, houve uma discussão entre a vítima e o outro suspeito, de 34 anos, motivada por ciúmes, uma vez que ambos tiveram um relacionamento anterior de nove anos.
Um dos suspeitos segurou a vítima, quanto o outro, com quem ele teve um relacionamento, foi a pessoa responsável em desferir os golpes com um pedaço de madeira.
O delegado encaminhou representação à Justiça pela prisão preventiva dos autores do crime, que foi deferida na noite de quinta-feira. Após exames de corpo de delito, a dupla será encaminhada a uma unidade prisional. Eles responderão por homicídio com qualificadora em feminicídio.
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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