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Autor de violência doméstica é preso em flagrante após sair de delegacia e ameaçar vítima novamente

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Policiais civis de Confresa prenderam em flagrante, na noite desta segunda feira (31.07), um homem de 42 anos logo após ele ser interrogado na delegacia por crimes de ameaça e descumprimento de medidas protetivas contra sua ex-companheira.

Depois de sair da unidade policial, o investigado voltou a procurar a vítima e ameaçá-la, resultando em sua imediata detenção. Ele já é alvo de um inquérito na Delegacia de Confresa por agressões anteriores à ex-companheira e foi intimado à delegacia para prestar esclarecimentos sobre as acusações. Após o interrogatório, ele deixou a delegacia.

No entanto, pouco tempo depois, a vítima entrou em contato com a Delegacia de Confresa e relatou que o agressor havia retornado a sua residência e a ameaçado novamente, mesmo diante da existência de medidas protetivas de urgência em seu desfavor. A medida protetiva é um mecanismo judicial como forma de garantir a segurança da vítima e evitar que o agressor se aproxime ou cometa novos atos de violência.

A equipe policial localizou o investigado nas proximidades do endereço da vítima, o prendeu em flagrante e o encaminhou novamente à delegacia para a adoção das medidas legais cabíveis.

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A Polícia Civil reforça a importância da denúncia e orienta que qualquer situação de violência doméstica seja informada às autoridades. Canais de denúncia anônima, pelo 197 ou Disque 100, também estão disponíveis para aqueles que não se sentem seguros em se identificar, visando o combate a esse tipo de crime e a proteção das vítimas.

“A equipe policial agiu na pronta resposta ao chamado da vítima, impedindo que a situação de violência se agravasse. As vítimas devem procurar ajuda e não hesitar em contatar as autoridades competentes”, pontuou o delegado Victor Donizete de Oliveira.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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