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Autor de tentativa de homicídio em Juruena é localizado em distrito de Colniza

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Policiais civis de Juruena, no noroeste do estado, cumpriram nesta terça-feira (03.05) a prisão de um homem de 26 anos, procurado por uma tentativa de homicídio ocorrida no município, no fim do mês de abril.

A vítima, de 18 anos, foi brutalmente espancada com golpes de pedra quando estava em uma festa, na madrugada do dia 24 de abril, e deu entrada no hospital municipal de Juruena com diversas lesões na cabeça e no tórax, sendo depois encaminhada em estado grave para uma UTI.

Após ser comunicada pelo hospital sobre o estado da vítima, a equipe da Delegacia de Juruena iniciou as diligências para colher mais informações sobre o crime. No local onde ocorreu a festa, os investigadores localizaram uma pedra com vestígios de sangue.

Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil indicaram como autor da tentativa de homicídio uma pessoa com quem a vítima teve um relacionamento, que cometeu a agressão por supostamente sentir ciúmes.

Diante da identificação e elementos que apontaram a autoria do crime, os investigadores realizaram buscas pelo suspeito, contudo, ele já havia foragido da cidade. A investigação apontou ainda que o autor do crime foi até o hospital tentando se passar por um irmão da vítima, para concluir o homicídio, contudo, a equipe médica evitou seu acesso.

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O delegado Mateus Reiners representou à Justiça pela prisão preventiva do suspeito, contra o qual já havia um mandado expedido pela Comarca de Aripuanã, também por homicídio.

Após diligências para levantar o paradeiro do investigado, os policiais de Juruena o localizaram próximo ao Distrito de Guariba, no município de Colniza. Ele estava em fuga para o estado de Rondônia.

A equipe da Delegacia de Juruena se dirigiu para Colniza e com apoio da unidade policial do município deu cumprimento ao mandado de prisão. “A equipe se empenhou no esclarecimento do crime e posteriormente para a localização e cumprimento do mandado de prisão, uma vez que a região tem grandes distâncias e os policiais da Delegacia não mediram esforços para chegar ao responsável pela tentativa de homicídio”, pontuou o delegado Mateus.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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