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Autor de homicídio ocorrido em janeiro em Cuiabá é preso no estado do Pará

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio da Polícia Civil do estado do Pará, cumpriu nesta sexta-feira (23.02), o mandado de prisão preventiva do autor do homicídio ocorrido na primeira quinzena do ano, no bairro Alvorada em Cuiabá.

O suspeito que morava na mesma residência que a vítima fugiu de Cuiabá logo após o crime e teve o mandado de prisão cumprido na Ilha do Marajó, na cidade Cachoeira do Arari (PA).

Os trabalhos de investigação e localização do investigado contaram com apoio das equipes das Delegacias de Lucas do Rio Verde, Guarantã do Norte, Peixoto de Azevedo e da Delegacia de Cachoeira do Arari, estado do Pará.

O crime que vitimou Eduardo Barbosa Pereira de Sena ocorreu no dia 15 de janeiro, em uma residência no bairro Alvorada em Cuiabá. O corpo da vítima foi localizado em um dos cômodos da casa com ferimentos causados por objetos perfurocortante. No local do crime foi apreendida uma faca tipo açougueiro de cabo branco com vestígios de sangue.

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Assim que foi acionada dos fatos, a equipe da DHPP iniciou as diligências levantando informações de que o suspeito foi a última pessoa a ser vista em companhia da vítima e mesmo morando na residência em que ocorreram os fatos, não estava no local no momento em que o corpo do seu amigo foi localizado.

Por meio de imagens de câmeras de segurança, foi possível observar o momento em que o suspeito deixou a residência, horas antes do homicídio ser descoberto, levando consigo uma mochila e uma sacola nas mãos.

Diante das evidências, foi representado pelo mandado de prisão do suspeito, que desde então estava foragido. Com a ordem de prisão decretada pela Justiça, os policiais da DHPP intensificaram as diligências para localizar e prender o suspeito, realizando buscas nas cidades de Lucas do Rio Verde, Guarantã do Norte e Peixoto de Azevedo.

Após informações de que o suspeito estava na cidade de Cachoeira do Arari, onde tem vínculo familiares, a equipe da DHPP solicitou apoio da Polícia Civil do Pará, que conseguiu localizar e dar cumprimento ao mandado de prisão do procurado. Após ter a ordem de prisão cumprida, o suspeito foi apresentado ao Poder Judiciário e passará por audiência de custódia.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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