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Autor de homicídio em Rondonópolis é preso em flagrante, poucas horas após o crime

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá) e a Polícia Militar, em rápida ação realizada neste domingo (19.03), esclareceram o homicídio ocorrido na região da Gleba do Rio Vermelho, com a prisão em flagrante do autor do crime. 

O suspeito, de 29 anos, foi autuado em flagrante pelo crime de homicídio duplamente qualificado pelo motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. 

As diligências iniciaram no domingo (19), logo após as equipes da Polícia Civil e Militar serem acionadas sobre o corpo de um homem localizado já sem vida e com sinais de agressões na estrada que dá acesso à Gleba do Rio Vermelho, na zona rural do município. 

A vítima foi identificada como Josué Pereira Miranda, de 31 anos era morador da região e foi encontrada com diversas lesões na cabeça, aparentemente causadas por um pedaço de madeira.

Imediatamente após a localização do corpo, as equipes policiais iniciaram as diligências para apurar os fatos, conseguindo identificar e localizar o autor do crime que estava em uma fazenda da região.  O suspeito é natural do município de Corumbá (MS), mas há quatro meses trabalha em uma fazenda na região da Gleba do Rio Vermelho. 

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Questionado, o suspeito inicialmente negou a autoria do crime, porém ao ser formalmente interrogado na DHPP pelo delegado João Paulo Praisner, decidiu confessar os fatos. Segundo o suspeito, o crime foi motivado por uma briga entre eles em um bar na região da Gleba Vermelha, ocasião em que a vítima afirmou que tinha mais experiência no trabalho em fazendas.

Após a discussão, por volta das 22 horas, o suspeito foi embora do bar, ocasião em que seguiu a vítima, posteriormente a atingido com uma garrafada na cabeça. A vítima caiu, porém conseguiu se levantar, momento em que foi atingida com os golpes de madeira, todos na região da cabeça. 

Diante dos fatos, o delegado lavrou a prisão em flagrante contra o suspeito pelo crime de homicídio qualificado pelo motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, representando pela conversão da prisão em flagrante em preventiva.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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