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Autor de homicídio em Alto Araguaia tem prisão cumprida em Goiás

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 Um homem procurado pela Justiça de Mato Grosso, foi preso pela Polícia Civil, por meio das Delegacias de Alta Araguaia e Alto Garças, nesta segunda-feira (06.03), na zona rural da cidade de Jataí, no Estado de Goiás.

O suspeito estava com a prisão decretada pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Alto Araguaia, pelo crime de homicídio praticado no mês de setembro de 2022.

Durante diligências para localizar o paradeiro do foragido, os policiais civis de Alto Araguaia e Alto Garças, descobriram que ele estava em uma área rural do município de Jataí (GO).

Conforme apurado, o homicídio ocorreu no início de setembro de 2022, em uma casa noturna de Alto Araguaia, vitimando a pessoa de Maycon Jhonatan Gomes de Moraes.

Depois do crime, o autor fugiu para Alto Garças, onde se envolveu em uma tentativa de homicídio, mas como vítima. Porém os indícios apontam que os dois fatos estariam relacionados, possivelmente se trata de acerto de contas.

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O delegado de Alto Araguaia, Marcos Paulo, representou pela prisão preventiva do suspeito e de mais oito indivíduos, os quais além de estarem envolvidos no homicídio, também praticaram crimes de tortura, cárcere privado e ocultação de cadáver.

O delegado de Alto Araguaia, Marcos Paulo, explica que a certeza da impunidade é tão grave quanto o fato em si. “A captura do suspeito demonstra para a sociedade e para aqueles que insistem na criminalidade, que todos os criminosos serão inexoravelmente presos e encaminhados ao Poder Judiciário para responderem por seus atos”, destacou ele.

Após cumprimento da ordem de prisão, o suspeito foi encaminhado para a Delegacia de Polícia de Jataí, para as providências cabíveis, e posteriormente encaminhado para a Cadeia Pública de Alto Araguaia.

Operação “Fumacê” 

Em dezembro de 2022, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão, expedidos pelo juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Alto Araguaia, em desfavor dos nove investigados.

Dos alvos, cinco foram presos na ocasião, bem como quatro deles passaram a ser considerados foragidos da Justiça.

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Desde então o Núcleo de Inteligência (NI) iniciou trabalho de investigação e monitoramento, no intuito de obter informações para localização dos suspeitos.

A operação Fumacê contou a com participação de 80 policiais civis. 

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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