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Autor de homicídio de mulher morta a marteladas confessa crime em interrogatório à Polícia Civil

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A Delegacia da Polícia Civil de Barra do Bugres prendeu na segunda-feira (20.06) o autor do homicídio de uma mulher ocorrido no início de maio deste ano, em um assentamento na zona rural do município.

O corpo de Marlene da Conceição Torres do Rego, de 58 anos, foi encontrado já sem vida por uma vizinha da vítima, na cozinha da residência, no assentamento Campo Verde. Ao lado do corpo foi encontrado um martelo, possivelmente utilizado no crime.

A Delegacia de Barra do Bugres instaurou inquérito para apurar o homicídio. As suspeitas iniciais recaíram sobre um casal de jovens que havia desferido golpes de facão, no dia anterior ao homicídio, contra um vizinho da vítima encontrada morta. No decorrer das investigações, o casal foi preso em São José dos Quatro Marcos e deixou de ser suspeito do homicídio, confessando a tentativa de homicídio.

Durante as investigações foi analisado o círculo de amizade da vítima e um caseiro do sítio, que tinha um mandado de prisão em aberto por um homicídio ocorrido na cidade de Comodoro, tornou-se o principal suspeito do crime contra a vítima Marlene Rego.

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Nesta segunda-feira, durante diligências no assentamento, os investigadores localizaram o investigado nas imediações da residência da vítima, quando foi dado cumprimento ao mandado de prisão expedido pela Comarca de Comodoro.

Levado à Delegacia de Barra do Bugres, ele foi interrogado pela delegada Renata Evangelista e confessou ter matado a antiga patroa a marteladas durante uma discussão com a vítima. Ele declarou ainda que ficou durante esse tempo escondido na mata, com medo de ser preso, e se alimentando de banana verde, o que explica a magreza com que se apresentava.

A delegada de Barra do Bugres representou pela prisão preventiva e aguarda resultado do laudo pericial do martelo apreendido para a conclusão do inquérito policial.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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