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Autor de feminicídio tem flagrante convertido em prisão preventiva e é transferido para unidade prisional 

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O autor do feminicídio de Viturina Ares Cebalho, de 48 anos, morta a golpes de faca na noite de sábado, em Cáceres, teve o flagrante convertido em prisão preventiva pelo Poder Judiciário nesta segunda-feira (19.02), após representação da Polícia Civil.

W.C.C., 50 anos, assassinou a ex-mulher na noite de sábado, após pular o muro e invadir o estabelecimento comercial dela, no bairro Jardim das Oliveiras, local onde ela tinha também sua residência anexa e morava com os dois filhos, ambos menores de idade.

O criminoso não aceitava o fim do relacionamento e foi até o bar da ex-mulher, onde a atacou quando ela saía do banheiro. Ele desferiu golpes de faca contra o pescoço da vítima e depois tentou se matar, tentando cortar também o próprio pescoço.

A Polícia Militar chegou primeiro ao local e moradores da vizinhança informaram que o ex-casal estava no interior do bar. Os policiais encontraram a vítima caída perto do criminoso, que também sangrava. Ele relatou que não aceitava o fim do casamento e foi ao bar de Viturina armado com uma faca, onde a golpeou e em seguida tentou se matar.

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Os bombeiros foram acionados e confirmaram o óbito da vítima. O autor do crime foi socorrido ao Hospital Regional de Cáceres, onde passou por atendimento e seguiu sob custódia, após ser autuado em flagrante pela Polícia Civil pelo homicídio qualificado.

A delegada Paula Araújo representou pela conversão do flagrante em prisão preventiva, que foi deferida pelo Poder Judiciário. O autor do crime teve alta médica na manhã desta segunda-feira e foi encaminhado à unidade do Sistema Penitenciário em Cáceres.

Viturina Cebalho tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro, requerida em julho do ano passado. Ela deixou um casal de filhos, um menino de 14 anos e uma menina de 12 anos.

Como denunciar

Situações de violência doméstica ou sexual podem ser denunciadas por meio desses canais:

• 197 e 181 (Disque Denúncia da Polícia Civil)
• 180 (Central Nacional de Atendimento à Mulher)
• 190 (PM)

Ou procure a delegacia mais próxima.

A Polícia Civil de Mato Grosso também conta com o aplicativo SOS Mulher MT, disponível para celulares com sistemas operacionais Android e iOS e com diversos recursos, como endereços das delegacias, denúncia, acesso à Medida Protetiva online e Botão do Pânico.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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