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Autor de feminicídio que vitimou técnica de enfermagem é condenado a 28 anos de prisão

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O autor do homicídio qualificado que vitimou a técnica de enfermagem Josilaine Maria Gomes dos Reis, morta a golpes de faca em outubro do ano passado, foi condenado em Tribunal do Júri nesta quinta-feira (28.04), em Cuiabá, a 28 anos de reclusão.

Josilaine deixou orfãs três crianças, uma delas do relacionamento que teve com o autor do crime, que presenciaram a mãe ser assassinada. O criminoso não aceitava o fim do casamento e constantemente ameaçava e perseguia a vítima, que foi morta um dia antes de seu aniversário.

O crime foi investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá. A técnica em enfermagem foi morta a facadas dentro de sua casa, no bairro Nova Esperança, em Cuiabá, pelo ex-marido, de 50 anos, preso logo após o crime pela Polícia Militar, quando tentou tirar a própria vida.

O delegado Caio Fernando Albuquerque indiciou o autor por homicídio com três qualificadoras – feminicídio, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e crime cometido na presença dos filhos. 

Josilaine foi atacada pelo ex-companheiro com uma faca e sofreu lesões profundas no tórax, braço e costas. Seu corpo foi encontrado dentro do banheiro de seu quarto por policiais militares, que foram acionados por vizinhos da vítima após serem procurados pelaos filhos da vítima. O autor do crime foi localizado sujo de sangue no quarto da residência, com uma lesão no tórax, e confessou que havia matado a ex-companheira. 

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Conforme a apuração da equipe da DHPP junto a familiares de Josilaine, o autor do crime arrombou a porta da residência e surpreendeu a vítima, a atacando na presença dos três filhos dela, um inclusive é filho dele. Josilaine estava dormindo quando sofreu os primeiros golpes, que terminaram dentro do banheiro. Após cometer o crime e também atentar contra a própria vida, o criminoso pediu às crianças que fossem até um vizinho para avisar o que ele havia cometido.

Relacionamento ameaçador

A equipe da DHPP apurou que a vítima não desejava mais continuar o relacionamento e havia dito ao agressor na véspera do crime, por telefone, que faria um pedido de medida protetiva contra ele. Recentemente, em uma postagem em rede social, a técnica de enfermagem desabafou: “Brasil que eu quero para o futuro é onde uma mulher pode terminar sim um relacionamento, sem ser agredida! Ninguém é dono de ninguém!”. 

As agressões e ameaças eram constantes e foram objeto de denúncia, contudo, ele voltava a ameaçar a vítima para que retomasse o casamento. Em várias ocasiões ele disse à vítima: “não brinca comigo não, você não sabe do que eu sou capaz…se você não for minha não será de mais ninguém”.

Em uma ocasião, enquanto Josilaine se recuperava de uma cirurgia, foi agredida, o que causou rompimento dos pontos. O ex-companheiro a vigiava constantemente, inclusive criando perfis falsos em rede social. 

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Mas, Josilaine estava decidida pelo fim do relacionamento e disse a familiares que mesmo estando próximo de seu aniversário, não faria comemoração, diante das constantes ameaças e perseguições sofridas do ex-companheiro. 

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Polícia Civil cumpre 26 ordens judiciais contra grupo criminoso envolvido com tráfico e lavagem de capitais

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8.10), a Operação Fio para cumprimento de 26 ordens judiciais contra um grupo criminoso investigado pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. 

Ao todo, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e 12 ordens judiciais de bloqueio de ativos financeiros, expedidas pela Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo da Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).

Os mandados são cumpridos simultaneamente em Cuiabá, Várzea Grande e Mirassol D’Oeste, em Mato Grosso, e Litoral Sul de São Paulo. A operação conta com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo/Santos, Delegacia de Mirassol d’Oeste e Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor).

Investigações

As ordens judiciais são decorrentes de investigação conduzida pela Polícia Civil que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento com o tráfico de entorpecentes e com a movimentação de recursos relacionados às atividades criminosas.

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No curso das apurações, foram reunidos elementos que indicam a participação de diferentes investigados na atividade criminosa, além de indícios de movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada de alguns dos envolvidos e possível utilização de pessoas físicas e jurídicas para circulação e ocultação de valores.

Entre os alvos está um investigado que teria deixado a região de Cuiabá após sofrer uma tentativa de homicídio em um hotel de Várzea Grande. Na ocasião, homens armados invadiram o estabelecimento e efetuaram diversos disparos em sua direção, porém ele não foi atingido. Posteriormente, o investigado teria se deslocado para outra localidade. 

As circunstâncias do atentado e eventual relação do episódio com a atividade do tráfico e outras situações apuradas dentro na Operação Fio permanecem sob investigação.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Descapitalização financeira

As 12 medidas de bloqueios de bens possuem limites definidos conforme a situação de cada alvo. Para alguns investigados, foi autorizado o bloqueio integral dos ativos financeiros eventualmente localizados, enquanto, para outros, foram estabelecidos limites individualizados, com valores aproximados de R$ 300 mil, podendo alcançar R$ 1,4 milhão no maior limite individual fixado.

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As medidas cautelares buscam interromper a atuação criminosa investigada, preservar elementos de prova e evitar a eventual dissipação de ativos que possam estar relacionados aos delitos apurados.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

As investigações prosseguem, especialmente com a análise dos novos elementos que forem arrecadados durante o cumprimento das medidas judiciais, visando ao aprofundamento das apurações e à conclusão da investigação.

A ação reforça a atuação permanente da Polícia Civil no enfrentamento às facções criminosas e ao tráfico de drogas, assim como a importância da participação da sociedade no fornecimento de informações que possam contribuir para a identificação e responsabilização de pessoas envolvidas em atividades criminosas.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

 



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