CUIABÁ

POLÍCIA

Após 43 anos sem saber o paradeiro dos irmãos, morador de MT reencontra familiares com ajuda de investigadores

Publicados

POLÍCIA

Três irmãos que ficaram separados por mais de 40 anos puderam, finalmente, se reencontrar depois de um auxílio prestado pela Polícia Civil de Mato Grosso.

Pedro Martins dos Santos, morador de Primavera do Leste, pediu ajuda a um policial conhecido de sua família para que pudesse saber o paradeiro de seus dois irmãos, Aparecido e Valdoniro, que ele não via há 43 anos e não tinha a menor noção de onde pudessem estar atualmente.

Seu Pedro conta que os irmãos de separaram décadas atrás e os dois a quem ele buscava ficaram morando, ainda adolescentes, no estado de Mato Grosso do Sul. Ele conta ainda que mandou diversas cartas para se comunicar com os irmãos, mas nunca teve resposta, e pensou que dois não estivessem mais morando no estado vizinho.

Uma equipe da Delegacia Especializada de Estelionatos, de Cuiabá, entrou em campo e depois de alguns dias de pesquisas em sistemas policiais, os investigadores conseguiram chegar a dois endereços, onde possivelmente residiriam os irmãos de Pedro Martins.

Leia Também:  Polícia Civil realiza fiscalização em bares e restaurantes em Ribeirão Cascalheira

Depois da confirmação das identidades e dos endereços, localizados na cidade de Sete Quedas, na região que faz divisa com o Paraguai, os policiais da Delegacia de Estelionatos passaram as informações à família de seu Pedro.

Com a localização, a família de seu Pedro juntou dinheiro e no fim do mês de outubro, ele partiu para a Sete Quedas para, enfim, rever seus irmãos depois de tantos anos de separação. Ele matou a saudade e ficou durante 15 dias com os irmãos.

“Os familiares do seu Pedro estão felizes e agradeceram a ajuda da Polícia Civil, que possibilitou esse reencontro tão esperado por ele, depois de tantos anos”, comentou o investigador Anderson Xavier.

Fonte: PJC MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍCIA

Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

Publicados

em

Reprodução

Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

Leia Também:  Batalhão Ambiental prende homem por posse ilegal de arma de fogo em Arenápolis

A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

Leia Também:  Cavalaria da Polícia Militar prende três pessoas suspeitas por tráfico de drogas e abandono de incapaz

Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA