POLÍCIA
Adolescente envolvido em homicídio de jovem em Jauru é localizado por policiais civis em Colniza
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Investigadores da Delegacia da Polícia Civil de Colniza, na região noroeste de Mato Grosso, localizaram nesta sexta-feira (10.06) um adolescente que estava com mandado de internação decretado pela Justiça por envolvimento no homicídio de um jovem em Jauru, região oeste do estado.
O adolescente foi localizado em um hotel da cidade depois que os policiais civis receberam informações de que ele estaria em Colniza e monitoraram o local. Ele foi conduzido à delegacia para o registro do mandado judicial e depois será encaminhado a uma unidade do Sistema Socioeducativo.
Ele é um dos sete investigados que tiveram as prisões (cinco adultos) e mandados de internações (dois adolescentes) deferidos pela Justiça no inquérito instaurado pela Delegacia de Jauru para apurar o desaparecimento do jovem João Felipe dos Santos Bogea, 23 anos.
Os envolvidos respondem pelos crimes de tortura, homicídio qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menores e organização criminosa. Joao Felipe desapareceu em fevereiro deste ano, depois de ser sequestrado, torturado e morto.
Restos mortais

As equipes da Polícia Civil empregaram quatro meses de diligências em campo, análise de perícias e levantamento de informações para esclarecer o desaparecimento da vítima.
As investigações coordenadas pelo delegado Antônio Carlos Pinzan Junior resultaram na prisão, até o momento, de cinco adultos envolvidos no crime e cumprimento dos mandados de internação de dois adolescentes.
Na quinta-feira, 09 de junho, a equipe da Delegacia de Jauru, com apoio de um grupamento de buscas e resgate com cães do 2ª Batalhão do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Obras do município, realizou buscas em depósito de entulhos da cidade e localizou restos mortais que indicam ser de João Felipe Bogea.
O delegado Antônio Pizan Jr, explicou que a área onde o corpo foi localizado foi isolada para o trabalho da Politec e o material encaminhado à perícia forense para o confronto de material genético e confirmação da identidade da vítima.
“O inquérito policial será finalizado nos próximos dias e encaminhado ao Poder Judiciário com cópia ao Ministério Público Estadual. Os envolvidos serão indiciados por tortura, homicídio qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menores e organização criminosa”, destacou o delegado.
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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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