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Zuquim apresenta Corregedoria aos novos juízes e oferta apoio para atividades e projetos funcionais

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Projetos e metas estabelecidos pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ) foram apresentados aos novos juízes estaduais que participam do Curso Oficial de Formação Integrada (Cofi) na tarde desta segunda-feira (31 de janeiro). A aula foi realizada de forma híbrida, com os alunos na sede da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e os docentes pelo Teams, plataforma utilizada para videoconferência no Judiciário estadual.
 
Dentre os expositores estava o corregedor da gestão 2021/2022, desembargador José Zuquim Nogueira. Oriundo da carreira da magistratura, ele acolheu os novos integrantes do Poder Judiciário e colocou toda a equipe à disposição para apoiá-los. “O objetivo desse momento é franquear a vocês informações sobre a Corregedoria para que tomem conhecimento em que esse Órgão, à disposição de vocês, pode contribuir para a atividade jurisdicional e também com os projetos funcionais que cada um de vocês tem. Creiam que estamos abertos para que cada um dos senhores possa enviar sua sugestão também”.
 
Zuquim ressaltou ainda que a magistratura é um sacerdócio e um segundo casamento que o juiz tem, por conta das renúncias que são necessárias, mas ainda assim é recompensador. “Vocês vão sentir que muitas vezes é necessário dedicar-se 24 horas à magistratura, abrindo mão de parte de sua vida pessoal, mas ainda assim é gratificante. Instalei a comarca de Juara e passei por tantas outras. Hoje me sinto realizado profissionalmente como desembargador, mas nunca deixei de ser juiz de Primeiro Grau e que luta pela melhoria e unificação da magistratura.”
 
Ainda durante a tarde, os presentes conheceram a estrutura da Corregedoria (diretorias e a coordenadoria); os juízes auxiliares, as atribuições e ainda as metas nacionais. O juiz substituto Anderson Clayton Dias Batista destacou que “a apresentação foi uma surpresa positiva por conhecer a quantidade de ações que o órgão desenvolve, segmentos que ela possui e os atores que desenvolvem esse trabalho.”
 
Também a juíza substituta Amanda Dias destacou que uma das grandes preocupações que os novos magistrados têm é a Corregedoria, mas depois da apresentação sua visão mudou. “Percebemos pela apresentação de hoje que eles querem nos correger, ou seja, auxiliar-nos e tirar aquela imagem que todos têm das funções correcionais. Ficou claro também que eles querem trazer para nós a sensação de que também somos bem recebidos por eles e que podemos contar com a CGJ. Isso é de suma importância para a gente, pois nos dá o sentimento de pertencimento à Instituição.”
 
O Curso Oficial de Formação Inicial começou no dia 24 de janeiro com o módulo da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), na modalidade ensino a distância. A partir desta segunda, as aulas são presenciais e seguem até o mês de maio. Saiba mais sobre o Cofi neste link.
 
Leia abaixo matérias correlatas.
 
 
 
 
Keila Maressa
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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