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Vice-governador de MT destaca produção sustentável e combate ao desmatamento ilegal

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O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, destacou as ações do Estado para fomentar a produção sustentável de baixo carbono e o combate ao desmatamento ilegal dos últimos anos, no encontro mundial da Força-Tarefa de Governadores para o Clima e Floresta (GCF Task Force), na cidade de Mérida, no México.
 
Ele participou do painel “Perspectivas de Liderança sobre Clima, Florestas, Comunidades e Governança” nessa quarta-feira (08.02), junto com os governadores de Rondônia e Acre (Brasil); Caquetá (Colômbia); Pando e Tarija (Bolívia); Morona Santiago (Equador); Amazonas, Huánuco, Loreto e Ucayali (Peru); e Papua Ocidental (Indonésia).
 
“Temos como pilares da nossa política ambiental a produção, conservação e inclusão. Isso porque temos convicção de que não é possível conservar recursos naturais sem investimentos, e incluir as pessoas que vivem em nosso estado”, afirmou Pivetta.
 
Ele apresentou o programa Carbono Neutro MT, que tem a meta de neutralizar as emissões até 2035. Entre as ações que levarão a este resultado estão o combate ao desmatamento ilegal e incêndios florestais, o fomento do manejo florestal sustentável de madeira nativa, a recuperação de pastagens e a integração lavoura-pecuária-floresta.
 
“Mato Grosso investiu mais de R$180 milhões, o equivalente a 35 milhões de dólares nos últimos 4 anos, no combate ao desmatamento ilegal e incêndios florestais. Mas sabemos que a geração de valor real, a partir da floresta em pé, será uma grande virada das políticas ambientais”, declarou.
 
Mesmo sendo líder na produção de soja, milho, algodão, biodiesel e carne bovina, Mato Grosso  preserva 62% do território. Alcançou uma redução do desmatamento em 85% dos últimos 20 anos, juntamente com a redução das emissões de carbono. No último ano, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a redução chegou a 13,8%.
 
No evento, o gestor assinou um memorando de entendimento para intensificar a cooperação e fomentar a bioeconomia entre os estados, e uma carta de intenções coletiva para colaboração com a Câmara Empresarial da Amazônia dos Estados Unidos.
 
A Câmara Empresarial da Amazônia é o primeiro hub amazônico nos EUA, que oferece um espaço de aprendizado profissional, interação e investimento na região amazônica. A Câmara prevê apoio com serviços e soluções orientados para o mercado e estimular negociações e investimentos em bioeconomia da Amazônia.
 

A secretária de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso, Mauren Lazzaretti, reforça a importância da união dos estados em prol de uma economia sustentável. Ela destaca o manejo florestal de Mato Grosso como uma prática importante, pois matém a floresta nativa em pé e gera renda pela venda de produtos florestais legais. A meta é chegar a 6 milhões de hectares de manejo até 2030. 

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Também participam da comitiva estadual a secretária da Sema-MT, Mauren Lazzaretti, o secretário-executivo, Alex Marega, e a assessora de Relações Internacionais, Rita Chiletto.

 
 
Governadores para o Clima e Floresta
 
Entre 7 e 10 de fevereiro acontece a 13ª reunião anual dos Governadores para o Clima e Floresta (GCF-Task Force), realizada no Centro de Convenciones Yucatán Siglo XXI, em Mérida, no México. Mato Grosso é um dos estados subnacionais que atuam em rede para promover a governança de questões climáticas, a Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (Redd+), com a colaboração crescente entre os membros. Juntos, os membros do GCF detêm cerca de um terço das florestas tropicais do mundo.
 

Fonte: GOV MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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