MATO GROSSO
Vice eleito do ES estuda resolver BR-101 nos moldes que Mauro Mendes aplicou na BR-163
MATO GROSSO
O senador e vice-governador eleito do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, afirmou que estuda aplicar para a BR-101, que passa em seu estado, a mesma solução dada pelo governador Mauro Mendes para a BR-163, que foi inovadora no país.
A fala ocorreu durante o 10º Encontro Folha Business – Retrospectiva de 2022 e Perspectivas para 2023, realizado nesta quinta-feira (08.12), em Vitória (ES), que contou com a participação do governador Mauro Mendes.
Em Mato Grosso, após meses de estudos e articulações, Mauro Mendes conseguiu viabilizar que o Estado assumisse a concessão dos 850 km da BR-163, para que finalmente ocorram as obras necessárias na rodovia a partir de 2023. Caso contrário, o Governo Federal iria relicitar a concessão e o início das obras poderia demorar até mais de quatro anos.
“Mato Grosso viveu o que nós vivemos aqui. A BR-101 é um grande desafio para nós capixabas. Nós estamos diante da determinação do governador Renato Casagrande para encontrar uma solução na BR-101, de forma a garantir a logística, a seguranca e o conforto das pessoas, pois são milhares de vidas que passam por ali”, afirmou Ferraço.
O vice eleito do ES relatou que a solução construída pelo governador Mauro Mendes é inovadora no Brasil e foi obtida em harmonia com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Tribunal de Contas da União (TCU).
“O Governo de Mato Grosso, através de uma engenharia muito interessante, por meio da MT Par, conseguiu colocar de pé essa estruturação e assumiu a concessão da BR-163, que tem o mesmo peso pra eles que a BR-101 para nós. O governador foi muito preciso na construção dos detalhes, da segurança jurídica. Foi uma decisão inovadora”, elogiou.
Renato Ferraço pontuou que a situação da concessão da BR-101 também tem passado por problemas há anos, e, por isso, a solução dada à BR-163 é uma referência que o Governo do Espírito Santo pretende usar como base para resolver a questão da BR-101.
“Nós temos um problemão para resolver aqui e com a relicitação vai demorar não sei quantos anos para a retomada desta obra. O que nos facilita é o caminho percorrido por Mato Grosso. Estamos tentando caminhar tendo como referência essa iniciativa bandeirante do Estado de Mato Grosso, para nos iluminar e nos ajudar”, afirmou.
Outra iniciativa elogiada pelo vice-governador eleito foi a autorização para 1ª Ferrovia Estadual do país, feita em Mato Grosso, e cujas obras começaram neste ano.
“Mato Grosso tem ensinado ao país. Foi o primeiro Estado a colocar de pé a autorização para exploração de uma ferrovia. E não é uma ferrovia qualquer, é uma ferrovia de mais de 800 km de extensão. Isso é diferenciado, porque foi uma concessão feita por um governo subnacional. Não há na história brasileira um estado que tenha colocado de pé uma concessão como essa, que já está rodando”, completou.
Também estavam no evento: o ex-senador Cidinho Santos; os secretários de Estado Marcelo de Oliveira (Infraestrutura) e Rogério Gallo (Fazenda); além de empresários, jornalistas e políticos.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
AL aprova projeto de Diego Guimarães que zera ICMS por 5 anos e reduz 50% do IPVA comercial no Centro Histórico
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em segunda votação, o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 25/2025 , de autoria do deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), que institui a Política Estadual Tributária de Incentivo à Revitalização do Comércio dos Centros Históricos.O PLC prevê que o comércio e o cenário imobiliário do Centro Histórico de Cuiabá ganhem novo fôlego econômico. O texto agora segue para sanção do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
A proposta traz um pacote de agressivos incentivos fiscais para reverter o esvaziamento econômico e o abandono de prédios históricos na capital Cuiabá e também em cidades polo do Estado de Mato Grosso. O principal destaque do projeto é a concessão de isenção total do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) durante os primeiros cinco anos de vigência da lei para as sociedades empresárias que possuam sede e atendimento ao público formalmente instalados na área delimitada do centro histórico.
Para os comerciantes de Cuiabá, o texto estabelece uma vantagem exclusiva e direta na planilha de custos: a isenção de 50% da parcela estadual do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) sobre veículos comerciais que estejam registrados em nome da empresa e que sejam utilizados unicamente na atividade do comércio local.
Presidente da Frente Parlamentar de Defesa do Comércio, Bens e Serviços, o deputado Diego Guimarães explica que o projeto cria as condições financeiras reais que o setor produtivo cobrava para voltar a investir nas regiões centrais.
“Não se faz revitalização urbana apenas com discurso ou tinta na parede. O patrimônio histórico é valioso, mas ele só se mantém vivo se for economicamente sustentável, se houver faturamento e emprego. Ao zerar o ICMS por cinco anos e cortar o IPVA comercial pela metade, estamos dando o argumento financeiro que faltava para os empresários acreditarem e investirem novamente no coração da nossa capital”, enfatizou o parlamentar.
Abandono –Um outro gargalo histórico solucionado pelo projeto de lei complementar ataca diretamente os prédios e casarões antigos abandonados ou subutilizados. O texto estabelece a isenção total do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) para a transmissão de imóveis localizados nos centros históricos, desde que os novos proprietários apresentem projeto técnico de restauração aprovado pelos órgãos de proteção e mantenham as características originais das edificações. A medida visa destravar inventários familiares que historicamente congelam a reforma desses locais.
Para forçar o aumento do fluxo de pessoas na região, a lei também determina que o Poder Público estadual dê prioridade para a instalação de seus órgãos e entidades administrativas em prédios situados nos centros históricos, preferencialmente reutilizando as estruturas já existentes por meio de projetos de retrofit (modernização de instalações antigas).
Regras –Para usufruir dos benefícios fiscais, o projeto de lei complementar estabelece exigências técnicas para garantir a lisura do processo: as empresas precisam estar em regular funcionamento no endereço central (comprovado por alvará), possuir certidão de regularidade fiscal perante o Estado e manter suas atividades na região central por, no mínimo, 12 meses após usufruir dos incentivos. Aprovada por unanimidade nas comissões técnicas e no plenário da Assembleia Legislativa, a matéria aguarda a análise do governador para ser sancionada e entrar em vigor.
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