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“Vemos a primeira-dama como um ser humano diferente, que enxerga e se coloca no lugar do outro”, afirma voluntário

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A partir da iniciativa da primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, mais de 150 mulheres em situação de vulnerabilidade e de rua receberam, na noite desta quarta-feira (08.03), marmitas, frutas, sucos e lembranças pelo Dia Internacional da Mulher.

Na celebração do Dia da Mulher, a primeira-dama não se limitou a comemorar apenas na Secretaria de Estado e Assistência Social e Cidadania (Setasc) e no Palácio Paiaguás. Acompanhada das equipes da Unidade de Ações Sociais e Apoio às Famílias (Unaf), Setasc e do enfermeiro e voluntário Rodrigo Martins, Virginia entregou marmitas e lembranças para as mulheres em situação de vulnerabilidade e de rua.

“Estou muito feliz por estar aqui na Praça Ipiranga com o nosso anjo Rodrigo, que faz um trabalho voluntário lindo com as pessoas em situação vulnerável e de rua. Poder estar aqui é maravilhoso. As pessoas precisam da alimentação, precisam de ajuda, e nós temos os nossos anjos aqui. Gratidão por permitir a gente estar com vocês nesta ação”, disse a primeira-dama Virginia Mendes.
 

 

Ela ainda contou da falta que sentiu por não participar ações sociais na rua quando ficou doente. “Eu senti muita falta. Fico muito feliz quando estou na rua, quando posso ajudar de alguma forma. Isso pra mim é muito gratificante, não tenho palavras. Quando eu não posso ir, minha equipe da Unaf, junto com a Setasc, nos ajudam. Ninguém faz nada sozinho”, reforçou.

A missão do enfermeiro Rodrigo da Silva Martins, voluntário na distribuição de marmitas do Prato Popular explicou é amparar as pessoas que mais precisam.
 

“Aqui nós atendemos as pessoas em situação de rua, pessoas que não possuem nenhum amparo social, pessoas que não têm apenas a necessidade de se alimentar, mas também afetiva, emocional, são necessidades que vão muito além de uma simples marmita”.

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Rodrigo contou como foi a aproximação com a primeira-dama Virginia Mendes. 

“Eu costumo dizer que o ser humano, para ter empatia pelo outro e enxergar o outro, ele tem que ser diferenciado, e nós vemos a primeira-dama Virginia como um ser humano diferente, que consegue enxergar o outro e se colocar no lugar do outro, não fomos nós que a procuramos, foi ela que nos encontrou no início de uma pandemia, e partir daí ela se colocou a disposição para amparar estas pessoas e o faz até hoje”, afirmou Rodrigo.

Todos os dias, o Restaurante Prato Popular, instituído pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Setasc, entrega de 150 a 200 marmitas em 5 pontos diferentes da capital, de segunda a domingo. 

“Nós atuamos de forma voluntária como parceiro da primeira-dama do Estado, através programa SER Família. Primeiro veio o programa Aconchego, com a distribuição dos cobertores, agora temos o SER Família, que atende a população, e nós estamos aí para somar desde o início”, ratificou Rodrigo.

Letícia Gabriele Pereira dos Santos tem 27 anos e quatro filhos, sendo um deles especial. Ela contou que frequenta a praça e que sempre foi ajudada pelo voluntário Rodrigo. Ela também destacou o trabalho da primeira-dama Virginia.

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“Sempre fui ajudada pelo Rodrigo. Ele fez chá de fralda pra mim, me ajuda com leite e remédio para meu filho que é especial. Já conheço bastante o trabalho da primeira-dama Virginia Mendes, ela faz projetos bonitos. Que Deus a abençoe pra ela continuar nos ajudando. Ela é uma pessoa muito incrível, pessoa guerreira, forte, não se abate por doença, ela sempre está alegre e sorridente”, comentou.

A secretária interina da Setasc, Grasielle Bugalho, falou sobre as entregas das refeições. 

“Essa é uma ação contínua do Restaurante Prato Popular, onde diariamente são entregues marmitas para pessoas em situação de rua. Tudo isso é coordenado junto com equipe de Segurança Alimentar da Setasc , com apoio também de voluntários, através do monitoramento do comitê de acompanhamento das pessoas em situação de rua”.

De acordo com Grasielle, a mobilização foi com o foco na mulher e contou com o apoio de voluntários, do Governo de Mato Grosso, Unaf e outros parceiros.

“Tudo isso é possível porque existe uma união de esforços. Quero agradecer, também, o apoio da igreja, que trouxe o bazar solidário com algumas roupas. Entregamos brindes especiais para o Dia das Mulheres, para que elas se sintam abraçadas e valorizadas neste dia. Uma ação encabeçada por nossa primeira-dama Virginia Mendes para trazer carinho para toda essa população que tanto precisa”., finalizou a secretária.

Fonte: GOV MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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