MATO GROSSO
Turismo abriu mais de 3 mil vagas de emprego com carteira assinada em MT em 2024, aponta Caged
MATO GROSSO
O turismo mato-grossense gerou 3.023 novos postos de trabalho formais de janeiro a novembro de 2024, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Conforme os dados do Caged, o resultado superou em 27,4% todo o ano de 2023, quando o saldo de novos empregos foi de 2.371 em atividades como alojamento, alimentação, arte, cultura e transporte aéreo e rodoviário de passageiros.
Os restaurantes, bares e similares são os maiores contratantes dentre o setor do turismo ao gerar 63% dos novos postos de trabalho em 2024.
No segmento de alojamento e alimentação, foram gerados 2.118 novos postos de trabalho com carteira assinada em 11 meses, superando todo o ano de 2023, quando foram contratados 1.761 novos trabalhadores.
Com isso, o estoque de empregos do setor de alojamento e alimentação em Mato Grosso passou de 33.595 para 35.713 até novembro de 2024. Um total de 1.468 destes contratados são mulheres, e 650 são homens. A maioria tem entre 18 e 24 anos e com ensino médio completo.
Nas atividades “Arte/Cultura/Recreação”, Mato Grosso apresentou um saldo positivo de 428 novos empregos com estoque de 3.397 trabalhadores atuando no segmento neste ano. Se comparar o ano todo de 2023, havia 2.969 trabalhadores contratados, o que representa uma alta de 14,41%.
Na atividade de transporte rodoviário de passageiros, houve saldo positivo de 456 novos trabalhadores empregados, sendo 355 homens e 101 mulheres nos 11 meses de 2024, um resultado 172% maior no saldo de contrações geradas em todo ano de 2023.
O setor de transporte aéreo também sentiu o dinamismo nas contratações. O saldo positivo foi de 21 novos empregos em 2024 ante a 11 gerados em 2023 inteiro, ou seja, o dobro do resultado.
Mais empregos e investimentos no turismo
Uma das razões para o dinamismo do setor de turismo na geração de emprego é o reflexo no acesso ao crédito aos empreendedores em 2024, que dobrou em relação a 2023.
Conforme os dados da Desenvolve MT, em 2024, foram disponibilizados R$ 10,6 milhões em linhas de crédito para atividades turísticas, enquanto, em 2023, foram R$ 5,3 milhões liberados.
No ano passado, o segmento de restaurantes, cafeterias, bares e similares acessaram R$ 4,2 milhões, e os meios de hospedagem outros R$ 2,9 milhões, ou seja, 67% do total disponibilizado aos empreendedores.
Para o secretário adjunto de Turismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Felipe Wellaton, os números confirmam o fortalecimento do turismo como uma força econômica estratégica para Mato Grosso.
“É um reflexo direto de investimentos em infraestrutura, capacitação e promoção do destino Mato Grosso em feiras nacionais e internacionais. Esse avanço também destaca o papel do setor de alimentação, como bares e restaurantes, que lideram a contratação e movimentam a economia local. Além disso, o aumento expressivo no segmento de transporte e arte/cultura demonstra que o turismo é um vetor de desenvolvimento integrado, beneficiando diversas áreas e gerando oportunidades para jovens e mulheres. Nosso objetivo é continuar consolidando o turismo como um gerador de emprego e renda em todas as regiões do estado”, avaliou.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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