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Tribunal de Justiça inaugura primeira Central de Energia Solar

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A sede do Poder Judiciário de Mato Grosso passa a contar com a geração de energia limpa e renovável. A presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Maria Helena Póvoas, inaugurou, na manhã desta quarta-feira (13), a primeira Central de Energia Solar instalada no Tribunal de Justiça (TJMT). E já no próximo mês a fatura de energia elétrica virá 11% mais barata.

 
“O mundo atual aponta nesse sentido e seguimos as diretrizes da sustentabilidade, economicidade e eficiência do trabalho, tudo em prol de uma melhor prestação jurisdicional. Friso que os investimentos nessa área não vão parar por aqui, porque nossa intenção é instalar usinas como essa em todas as comarcas. Começamos aqui pelo prédio do Tribunal e já programamos para os Fóruns de Várzea Grande, de Primavera do Leste e de Nova Xavantina”, cita a desembargadora.
 
O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Zuquim, enalteceu a inauguração. “Essa usina fotovoltaica representa um avanço enorme não só no contexto ambiental. Estamos iniciando uma alternativa econômica, de energia sustentável e limpa. A presidente e a vice-presidente, desembargadora Maria Aparecida, estão de parabéns por essa iniciativa”, elogiou o corregedor-geral. “Sou suspeito porque venho da área ambiental, e isso é um sonho realizado”.
 
A solenidade contou com a presença do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, que analisou como altamente positivo a iniciativa do Judiciário. “A iniciativa do Tribunal de Justiça é extremamente importante, pois caminha ao encontro daquilo que o mundo procura. Geração de energia com valor agregado ao meio ambiente, energias renováveis, limpa, de baixa adição de carbono. O esforço é mundial para se fazer a descarbonização do nosso planeta, em função do aquecimento global”, avaliou o governador.
 
De acordo com o Departamento de Obras, a usina fotovoltaica instalada no edifício-garagem do Tribunal é formada por 530 painéis solares com potências individuais de 590 Watts, totalizando uma potência global de 312,7 KWP e produz autonomia de aproximadamente 39.400 KWH/mês, e o consumo da sede do TJMT é de 362.000 KWH/mês (média do ano de 2019, antes da pandemia). O investimento deve ser recuperado em seis anos, no máximo, e a usina tem a durabilidade de 25 a 30 anos.
Outras usinas – A ideia é ser um marco para implantar outras usinas geradoras de energia solar, seguindo recomendações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que orienta aos tribunais a aplicação e monitoramento de ações sustentáveis. Três outras usinas geradoras de energia fotovoltaica já foram autorizadas pela gestão da presidente Maria Helena Póvoas e estão sendo instaladas nos fóruns de Várzea Grande, Primavera do Leste e Nova Xavantina.
 
A cerimonia foi prestigiada ainda pela vice-diretora da Escola Superior da Magistratura (Esmagis), desembargadora Helena Maria Bezerra; os juízes auxiliares Adriana Coningham (da Presidência), Aristeu Vilella (da Vice-presidência) e Emerson Cajango (da Corregedoria); a juíza da Quinta Vara Cível da Comarca de Cuiabá, Edleuza Zorgetti; o secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre Bustamante; o procurador-Geral Adjunto, Luiz Otávio Trovo Marques de Souza; o delegado Marcos Veloso; a representante da Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg-MT), Nizete Asvolinsque, e servidores e servidoras do Judiciário.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência.
Imagem 1: Fotografia retangular colorida. A presidente do TJMT está do lado esquerdo da placa de inauguração da Central de Energia Solar, recém descerrada. Do lado direito estão o governador Mauro Mendes e o corregedor-geral da Justiça.
 
 
Alcione dos Anjos/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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