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Tribunal de Justiça busca parceria com Instituto dos Cegos para aprimorar acessibilidade

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Com o intuito de melhorar a acessibilidade do portal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o Instituto dos Cegos do Estado de Mato Grosso (Icemat) começa a colaborar com o Judiciário dando dicas e orientações que possibilitem uma navegação mais acessível às pessoas com deficiência visual.
 
Presidente do Instituto, Udeilson Cézar de Arruda afirma que o site do Tribunal é tranquilo para navegar, sendo possível acessar com facilidade os conteúdos de busca processual, hotsites e notícias. “O mais importante é que o Judiciário foi avaliado e sabe que precisa melhorar. Estamos aqui para auxiliar no que pode ser melhorado. Creio que podemos fazer muita coisa”, disse.
 
Graduado em Direito, Elieber Chaves Benevides estuda para a prova da Ordem diariamente de forma presencial no Icemat. Ele também navegou pelo site do TJMT e achou o site transparente, de forma que a pessoa cega pode ir mexendo e aprendendo na prática. “Na verdade, o que eu acho importante do Poder Judiciário é o tratamento de ser humano para ser humano. Não adianta nada ter um bom amparo de acessibilidade, mas não ter um bom atendimento humano. Se você chega ao balcão da vara, ter um atendente preparado faz toda a diferença”, aponta.
 
Dentre os pontos que serão aprimorados com o apoio do instituto, o professor de informática do Icemat, Valney Alves, elenca: botões sem rótulo, cursor sem foco, campo de pesquisas inoperante, semântica sem clareza (alguns em inglês), links de cabeçalho e consulta processual.
 
“Encontrei um site pouco acessível. Precisamos de clareza, o que eu ouço é o que eu vejo e o que eu vejo é o que eu ouço. Por exemplo, o site não pode ler uma coisa com tab e outra com setas. Quando há um campo digite o CPF, o formulário não fica claro. As informações precisam estar condizentes e ter um sentido lógico. Acho essa iniciativa importante e necessária”, expressa o professor.
 
Conforme explica o presidente Udeilson, o Instituto oferece diversas atividades voltadas às pessoas cegas, tais como alfabetização em braile, informática, apoio pedagógico, cálculos com soroban e AVA (Atividade de Vida Autônoma) – aprender a cozinhar, faxinar a casa, andar de ônibus, resolver problemas cotidianos.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. 
Primeira imagem: Foto na vertical do presidente Udeilson acessando o site do Tribunal de Justiça e falando no celular. Ele está sentado e veste camiseta verde. 
Segunda imagem: Foto retangular do professor Valney orientando dois alunos na aula de informática. Ele veste camisa listrada preta, dois alunos estão sentados na frente de computadores e uma professora auxiliar ajuda um dos alunos.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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