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Tolerância Zero reduz índices criminais e intensifica descapitalização de facções criminosas em MT

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A atuação das forças de segurança nos últimos quatro meses, por meio do programa Tolerância Zero, resultou na redução dos principais índices criminais em Mato Grosso e intensificou as ações voltadas à descapitalização de facções criminosas.

O balanço das ações foi apresentado nesta segunda-feira (24.3), pelo governador Mauro Mendes e os secretários de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, e de Justiça, Vitor Hugo Teixeira.

O governador Mauro Mendes destacou que o programa tem alcançado os objetivos de combater as facções criminosas no Estado.

“A atuação das forças de segurança é fundamental para que possamos ganhar essa guerra, uma guerra com muitas batalhas e enfrentamentos. Precisamos manter essa mesma diretriz nos próximos meses e anos. Parabenizo todos os policiais, cada homem e cada mulher. Não importa onde estejam trabalhando neste momento: vocês são os verdadeiros heróis”, afirmou.

Ao iniciar a sua fala, o secretário coronel PM César Roveri apresentou os dados do Observatório de Segurança Pública que mostram a redução dos crimes nos últimos anos.

“O Tolerância Zero é uma continuação da política de segurança pública que o Governo de Mato Grosso, com todo seu staff, vem implementando. Desde 2019, temos observado uma queda nos indicadores criminais. A nossa meta é ter o menor índice possível, mas esse recorte demonstra que os investimentos feitos na Segurança Pública em armamento, equipamento, efetivo e tecnologia dão bons resultados. Aliado a isso, estão os homens e mulheres na ponta, que estão fazendo esses índices melhorarem e trazendo mais sensação de segurança para população de Mato Grosso”, afirmou o secretário Roveri.

Crédito: Christiano Antonucci – Secom – MT

Conforme o balanço, as apreensões de droga realizadas pelas forças de segurança cresceram 164% no período do programa. De dezembro de 2022 a março de 2023, foram 6,1 toneladas apreendidas. No mesmo período de 2023-2024, o número caiu para 5,5 toneladas. Já entre dezembro de 2024 e março de 2025, com o Tolerância Zero, houve um salto para 16,1 toneladas.

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Os entorpecentes são uma das principais maneiras de fortalecer financeiramente as facções criminosas. As apreensões causam prejuízo direto e enfraquecem esses grupos criminosos.

Os feminicídios também caíram 40% no período do programa. Foram 15 entre dezembro de 2022 a março de 2023, caiu para 11 no mesmo intervalo de tempo de 2023-2024 e, depois, para nove entre dezembro de 2024 e março de 2025. Os crimes de homicídio dolosos apresentaram redução de 20%, saindo de 249 para 275 e, em seguida, 197 nos mesmos períodos.

Os roubos de insumos agrícolas caíram 81% com o Tolerância Zero, saindo de 22 entre dezembro de 2022 a março de 2023, para sete no mesmo período de 2023-2024 e, depois, para quatro entre dezembro de 2024 e março de 2025.

Os furtos de cargas caíram de 72 para 33 e, depois, 30 nos mesmos períodos. Quando comparado o período do programa com dezembro de 2022 a março de 2023, houve uma redução de 58%. Já os roubos caíram de 58 para 23 e 11, também para os mesmos intervalos de tempo analisados, representando redução de 81% com o Tolerância Zero.

Os furtos de veículos reduziram 33%, saindo de 728 registros para 602 e 484. Os roubos caíram 50%, saindo de 324, para 237 e 161. Os roubos gerais reduziram 41%, saindo de 1.634 registros para 1.385 e, depois, 953. Os furtos reduziram 22%, saindo de 10.794, para 9.638 e, depois, 8.344.

Crédito: Christiano Antonucci – Secom – MT

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Sistema penitenciário

A criação da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), coordenada pelo delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, é uma das medidas do programa Tolerância Zero. A Sejus foi desmembrada da Sesp e passou a ser responsável por administrar os Sistemas Penitenciário e Socioeducativo e a política estadual sobre drogas. Desde então, foram 216 operações de revistas em 41 unidades prisionais do estado. “É um trabalho contínuo e permanente, realizado diariamente inspeções e buscas nas unidades prisionais de todo o Estado”, afirmou o delegado.

Crédito: Christiano Antonucci – Secom – MT

O programa Tolerância Zero contra facções criminosas foi lançado em 25 de novembro de 2024, em um pacote de medidas integradas que intensificou as ações das forças de segurança para combater todos os tipos de crimes e para proteção e defesa do cidadão de Mato Grosso.

Disque extorsão

Ainda como parte do programa Tolerância Zero, o Governo do Estado lançou o Disque Extorsão Contra Facções Criminosas que, desde 11 de março, recebeu 181 denúncias. O novo canal é exclusivo para este tipo de serviço, permitindo denúncias anônimas, com sigilo garantido.

Também é possível registrar denúncias através do E-Denúncias, disponível no site da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), em uma aba específica para crimes relacionados a facções, sem a necessidade de identificação.

Solenidade

Também participaram da coletiva a secretária de Comunicação Laice Souza; comandante-geral da Polícia Militar, coronel Fernando Tinoco; delegada-geral de Polícia Civil, Daniela Maidel; comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Flávio Gledson; diretor-geral da Politec, Jaime Trevizan; corregedor-geral de Polícia, Jesset Arilson Munhoz de Lima; e o corregedor da Polícia Militar, coronel Noelson Carlos.

Fonte: Governo MT – MT

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Assembleia Legislativa instala Câmara Setorial para ampliar atendimento às pessoas com obesidade

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou, nesta quinta-feira (22), a Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção à Obesidade no Estado de Mato Grosso. A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), atende a uma solicitação da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO) e tem como objetivo discutir e propor políticas públicas para melhorar a prevenção, o tratamento e o acompanhamento das pessoas com obesidade. A instalação ocorreu na Sala de Reuniões das Comissões “Deputado Oscar Soares”.

Criada por meio do Requerimento nº 532/2026 e constituída pelo Ato nº 0752/2026, a CST terá prazo de funcionamento de 180 dias, prorrogável por igual período. Nesse período, os membros deverão estudar os principais problemas enfrentados pelos pacientes, avaliar os serviços disponíveis na rede pública de saúde e apresentar propostas que possam ampliar o acesso ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida à população.

Uma das principais preocupações apresentadas durante a instalação foi a dificuldade de acesso às cirurgias reparadoras, procedimentos realizados para retirar o excesso de pele após uma perda significativa de peso, especialmente entre pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica.

A presidente da CST e da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO), Juvelina de Campos Nunes, destacou que, embora Mato Grosso tenha avançado na oferta de cirurgias bariátricas, muitos pacientes continuam enfrentando dificuldades para concluir o tratamento.

Segundo ela, somente nos últimos dois anos, o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, realizou cerca de cinco mil cirurgias bariátricas. O número, apresentado pela representante da associação, reforça a preocupação com a demanda por procedimentos reparadores nos próximos anos.

“Hoje temos vários hospitais que realizam a cirurgia bariátrica, mas existe uma lacuna muito grande no tratamento. A pessoa emagrece, passa por todo o processo de recuperação, mas o que ela vai fazer com o excesso de pele? Essa é uma parte muito dolorosa, que afeta a autoestima, os relacionamentos e a vida social. Precisamos que o poder público compreenda que a cirurgia reparadora também faz parte desse tratamento”, afirmou Juvelina.

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A presidente relatou ainda que, conforme levantamento realizado por ela em 2023, havia mais de cinco mil pacientes na fila por cirurgias reparadoras no Hospital Municipal de Cuiabá. Para Juvelina, a dificuldade de acesso aos procedimentos pode provocar sofrimento emocional e isolamento social, principalmente entre mulheres.

A luta também faz parte da história pessoal da presidente da AMO. Após chegar aos 165 quilos, Juvelina passou por uma cirurgia bariátrica em 2004 e conseguiu reduzir significativamente o peso. Entretanto, precisou recorrer à rede privada e a ações judiciais para realizar parte das cirurgias reparadoras.

“Eu tive a oportunidade de fazer as minhas cirurgias, mas não desisto dos meus associados que não têm essa condição. Precisamos trazer para o legislador a nossa dor, as nossas necessidades e dificuldades. Se não mostrarmos essa realidade, como vão saber que estamos sofrendo e que precisamos de políticas públicas? ”, questionou.

Prevenção e tratamento –Além das cirurgias reparadoras, a CST pretende discutir ações de prevenção à obesidade desde a infância, incentivo à alimentação saudável e ampliação das alternativas de tratamento, incluindo o acompanhamento médico e o uso de medicamentos quando indicados.

Durante a reunião, o médico Hélio Marcelo Pesenti Sandrin, especialista em Cardiologia e Clínica Médica, destacou que a obesidade é uma doença crônica que exige atenção contínua e pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Ele também defendeu que o enfrentamento da obesidade não fique restrito aos procedimentos cirúrgicos ou ao uso de medicamentos emagrecedores, mas inclua diagnóstico precoce, acompanhamento profissional e ações educativas.

“As canetinhas vieram para ajudar, mas não vão fazer milagres. Precisamos compreender que a obesidade é uma doença séria, que deve ser controlada. É fundamental trabalhar a prevenção e garantir que essas pessoas tenham acompanhamento adequado”, ressaltou Sandrin.

A procuradora aposentada do município de Cuiabá, Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis, integrante da CST, chamou a atenção para o preconceito enfrentado pelas pessoas com obesidade e para os impactos emocionais provocados pela cobrança de padrões estéticos.

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“Infelizmente, nossa sociedade ainda é muito gordofóbica. Muitas pessoas deixam de participar de atividades e de conviver socialmente porque não se sentem bem com a própria aparência. Precisamos lutar pelos direitos dessas pessoas e garantir que tenham acesso ao atendimento de que necessitam”, afirmou.

O médico Gunther Peres Pimenta, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, e o delegado Bruno Lima Barcellos, relator da CST, participaram de forma virtual e colocaram suas experiências profissionais à disposição dos trabalhos da Câmara Setorial.

Composição  da CST:

Presidente:Juvelina de Campos Nunes – Presidente da Associação Mato-grossense de Obesidade – AMO.

Relator:Delegado Bruno Lima Barcellos.

Secretária:Silvana Aparecida Gadani de Arruda – Vice-Presidente da AMO.

Membros:

1. Dr. Gunther Peres Pimenta – CRM 3196, RQE 380 e 8327 – Titular do Colégio de Cirurgiões e Titular da

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

2. Dr. Regis Vilela Leal – CRM-MT 6233, RQE 2966/5171/5520/6254 – Titular do Colégio Brasileiro de

Cirurgiões e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

3. Dr. Tarsis Miyabara – CRM 7860, RQE 4555 – Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, com atuação em

cirurgia videolaparoscópica, cirurgia bariátrica e metabólica e cirurgia robótica;

4. Dr. Ismael Carvalho – CRM/MT 3985, RQE 2481 – especialista em Cirurgia Plástica;

5. Dr. Hélio Marcelo Pesenti Sandrin – CRM-MT 1047, RQE 6867/6866/2510/6823 – especialista em

Cardiologia e Clínica Médica, com atuação também em Medicina Intensiva e Pneumologia;

6. Dr. Marcus Antônio Godoy – Cardiologia – CRM-MT 3499 / RQE 1562;

7. Dra. Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis – Procuradora Municipal – OAB/MT 3942;

8. Antero Paes de Barros Neto – radialista e jornalista.



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