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TJMT tem maior potencial de resolver processos rápidos entre tribunais de médio porte

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) tem o melhor tempo de giro do acervo processual entre os tribunais de médio porte do Brasil. A taxa do TJMT é de 1 ano e 11 meses, enquanto a taxa geral da Justiça Estadual é de 3 anos e 2 meses.
 
Tal volume de acervo processual significa que, mesmo que não houvesse ingresso de novas demandas e fosse mantida a produtividade, seriam necessários aproximadamente 1 anos e 11 meses de trabalho para zerar o estoque. O tempo de giro do acervo é calculado pela razão entre os pendentes e os baixados.
 
Os dados fazem parte do anuário Justiça em Números, divulgado nessa quinta-feira (1º de setembro) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
 
O indicador aponta a capacidade de um tribunal em ter maior potencial para resolver processos mais rapidamente, julgando tanto os casos novos que chegam à Justiça quanto aqueles que já estão em tramitação.
 
Entre os tribunais de médio porte que são analisados conjuntamente (TJBA, TJSC, TJGO, TJPE, TJDFT, TJCE, TJPA, TJMA e TJES), Mato Grosso figura em 1º lugar no tempo de giro do acervo. A nível nacional, o TJMT está na 6ª colocação.
 
O acervo de processos pendentes atual do Poder Judiciário de Mato Grosso é de 866.389 processos, conforme aferido pelo relatório. Em 2021, foram registrados 427.286 casos novos na Justiça Estadual mato-grossense.
 
Advogada comemora rapidez em solução do Judiciário – A advogada que atua em Colíder, Neuma Terezinha Porporatti Cielo, tem 62 anos, advoga há 37 anos na área da família e conta ter ficado espantada com a agilidade com que o Tribunal de Justiça decidiu sobre a concessão da justiça gratuita a um casal. Foram apenas 3 dias entre a entrada na ação e a decisão e em um mês foi certificado o trânsito em julgado e tudo resolvido.
 
“Foi muito interessante esse caso porque o ex-casal não conseguia pagar as custas de mais de R$ 8 mil no processo, a renda dos dois não passava de R$ 5,5 mil e eu achei que não conseguiria mudar a sentença do juiz. Mas recorremos ao Tribunal de Justiça e, no final, consegui a solução com uma rapidez que nos meus 35 anos de profissão nunca tinha acontecido”, relatou a advogada.
 
Justiça em Números – Publicado desde 2003, o relatório Justiça em Números é um anuário estatístico consolidado e elaborado com base na missão prevista na Lei n. 11.364/2006, que cria o Departamento de Pesquisas Judiciárias dentro da estrutura do CNJ. O documento analisa de forma minuciosa dados estatísticos e indicadores do Poder Judiciário nacional, ao tempo em que torna público os mais atualizados dados da atividade jurisdicional brasileira.
 
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Mylena Petrucelli e Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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