MATO GROSSO
TCE-MT aponta caminhos para desenvolvimento sustentável em palestra realizada nesta segunda-feira
MATO GROSSO
| Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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Como fortalecer a economia sem degradar o meio ambiente? Respostas para esta pergunta vieram à tona durante a palestra “Desenvolvimento e Sustentabilidade”, realizada pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) na tarde desta segunda-feira (24). Proposta pelo Comitê Ambiental, a capacitação reuniu servidores de diferentes instituições na Escola Superior de Contas e no Canal da Corte de Contas no YouTube.
À frente do Comitê, o conselheiro Sérgio Ricardo explicou que o objetivo foi debater desenvolvimento econômico e sustentabilidade, sob a ótica historicamente tensa da relação entre meio ambiente e crescimento econômico. Na ocasião, destacou ainda que sua equipe vem discutindo políticas públicas voltadas ao setor junto aos 141 municípios do estado e que já solicitou uma série de informações relacionadas ao tema aos gestores.
“São discussões que não podem mais ser adiadas, então o Tribunal faz seus questionamentos. Hoje trazemos professores que vão falar sobre questões fundamentais para que possamos desenvolver o nosso estado e que cada autoridade faça seu papel em benefício de toda a comunidade”, afirmou.
Para o conselheiro, os conceitos que nortearam as palestras de hoje andam de mãos dadas. “Não tem como ser diferente, o desenvolvimento tem que ser feito com sustentabilidade. É preciso aumentar a produtividade sem precisar desmatar novas áreas e a tecnologia é uma grande aliada para isso. O planeta necessita de que todos façam sua parte.”
Na oportunidade, o professor-doutor Thiago Matsushita, que é diretor da Escola de Direito da Alfa Educação (Fadisp/Unialfa), coordenador da Summer School em “Democracia e Desenvolvimento” na Universidade de Siena e professor da graduação, do mestrado e do doutorado em Direito da PUC/SP, abordou a Constituição Econômica e Desenvolvimento.
| Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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Em sua fala, destacou a importância dos pilares econômico, social, político e cultural. “Sem essas quatro dimensões nem podemos falar em liberdade, precisamos delas para o desenvolvimento. A constituição, no seu artigo 3°, fala em desenvolvimento nacional, não em desenvolvimento econômico. Então o desenvolvimento econômico é importante, mas ele tem que vir junto com outros níveis de desenvolvimento.”
Já o professor-doutor Lauro Ishikawa, que é coordenador-geral da Escola de Direito da Alfa Educação (Fadisp/Unialfa), professor do programa de pós-graduação stricto sensu – mestrado e doutorado em Direito da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), falou sobre Desenvolvimento Sustentável: Soluções em Rede.
“O TCE inova ao trazer a academia para o debate. A princípio estes são conceitos distintos, mas não antagônicos, eles se complementam. Esta é a pauta do dia, não tem como postergar. A Constituição prevê que esta é uma regra que deve ser imposta para esta geração e para a futura, então há um comando que devemos seguir. Para isso é fundamental este entrelaçamento entre um órgão de controle externo e a academia.”
Presidido pelo conselheiro Sérgio Ricardo, o debate teve como moderadores o procurador-geral de Contas, Alisson Carvalho de Alencar, e o consultor jurídico-geral do TCE-MT, Grhegory Maia.
| Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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Maia lembrou os objetivos estabelecidos pela Frente Nacional de Prefeitos junto Organização das Nações Unidas (ONU). “Tornar as cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis, isso significa garantir acesso à saúde, educação e água para todos, tratar o meio ambiente com respeito e cuidado.”
Durante o evento, o titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), César Miranda, pontuou que a proposta vai ao encontro da gestão estadual. “É importante que haja iniciativas como estas para reforçar a cultura sustentável. Com este debate o TCE mostra que está preocupado com o dia a dia do estado e que, além de fiscalizar, contribui para a construção de políticas atuais.”
Já o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, destacou o pioneirismo do órgão ao encabeçar debates em diferentes áreas. “O Tribunal vem cumprindo com seu papel institucional e social sem renunciar ao debate sobre a sustentabilidade ambiental. Assim, mostra mais uma vez que está na vanguarda das cortes de contas do Brasil”, concluiu.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Fonte: TCE MT
MATO GROSSO
ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.
Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.
Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte.
O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite.
Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual.
Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.
Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.
Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária.
Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.
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