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Tangará da Serra fecha a Semana de Enfrentamento ao Assédio e Discriminação do Poder Judiciário

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Nesta sexta-feira (27 de maio) foi realizado na Comarca de Tangará da Serra a última Roda de Conversa da Semana de Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação do Poder Judiciário de Mato Grosso (23 a 27 de maio), que visitou também as Comarcas de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis, Cáceres e Barra do Bugres.

Com a presença dos membros da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação, do 1º grau, do Tribunal de Justiça, e dos representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MT), Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso e Ministério Público Estadual, os participantes debateram sobre a importância do combate à todas as formas de assédio e discriminação, assim como a necessidade de manutenção de um ambiente de trabalho saudável e harmônico na instituição.

Durante a conversa, os participantes do bate-papo também puderam entender que algumas medidas não configuram assédio ou discriminação, como a cobrança de metas, do cumprimento do horário de trabalho e a discordância natural de opiniões e ideias.

Segundo a membro da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio, da 1º instância, Elcy Furquim Rosa, que percorreu diversas comarcas durante a semana, a receptividade e participação nas Rodas de Conversas foi surpreendente e muito positiva. “Foi muito proveitosa a quantidade de servidores, magistrados e colaboradores que conseguimos atingir. Esse evento foi uma sementinha que começamos a plantar e que dará muitos frutos.”

A diretora do Foro de Tangará da Serra, Anna Paula Gomes de Freitas, ressaltou a necessidade de mudança sobre a cultura da tolerância da discriminação e do assédio, assim como o enfrentamento ao tema com seriedade, não apenas como cumprimento de metas dirigidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “A questão não é só combater e punir, precisamos prevenir, conscientizar as pessoas e essa é a oportunidade perfeita para isso. Com a contribuição de todos colaboradores do Judiciário, nessa temática tão importante, colheremos resultados que deixarão o nosso ambiente de trabalho ainda melhor.”

Para o presidente da OAB/MT, subseção Tangará da Serra, Jonas Coelho da Silva, a iniciativa do Judiciário de Mato Grosso é primordial e acaba por refletir não apenas no âmbito do trabalho, mas também na vida dos colaboradores e da sociedade. “A OAB se posiciona firmemente contra o assédio, uma vez que essas condutas já estão tipificadas no Código Penal e repercutem nos mais variados meios. Devemos então buscar a pacificação social, a Justiça, e esperamos que a evolução do tempo possa refletir também em evolução comportamental.”

A auxiliar judiciária, Marilete Bertollo dos Santos, está há 27 anos no Poder Judiciário e ressalta que a promoção do enfrentamento ao tema é uma reivindicação necessária e urgente. “A gente que está aqui há mais tempo sabe da importância do combate ao assédio para essa moçada e isso será de grande valia. Eu parabenizo a iniciativa e espero que os colaboradores tenham mesmo a coragem de fazer a notícia.”
 
 
 
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: fotografia colorida registrando a roda de conversa, formada por magistrados e servidores no Fórum de Tangará da Serra.

 

Marco Cappelletti/Fotos: Alair Ribeiro

 

Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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