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Setasc abre inscrições para sorteio que levará autistas ao jogo do Cuiabá na Arena Pantanal

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Estão abertas as inscrições para o sorteio de autistas que irão assistir ao jogo do Cuiabá Esporte Clube contra o time do Santos, a ser realizado no próximo domingo (02.07), às 17h30, na Arena Pantanal, em Cuiabá. Os sorteados assistirão a partida válida pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol de dentro do camarote cedido pelo Dourado.

Para participar do sorteio, basta se inscrever pelo formulário (AQUI) até esta quarta-feira (28.06) e aguardar o resultado do sorteio, que será realizado na quinta-feira (29). Os servidores da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) entrarão em contato com os sorteados.

A ação é uma parceria da Setasc, por meio do Programa SER Família Inclusivo, idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, com o Cuiabá e a senadora Margareth Buzetti.

Os participantes do sorteio, para terem direito ao ingresso, caso sorteados, deverão ter a Carteira de Identificação do Autista (veja mais abaixo). Beneficiários de todo o Estado de Mato Grosso podem participar do sorteio, lembrando que não serão custeados o deslocamento e a hospedagem, tanto do sorteado quanto de seu acompanhante. Apenas serão disponibilizadas as entradas do camarote.

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Solicita-se que apenas as pessoas que realmente tenham interesse em ir ao jogo, caso sorteados, preencham o formulário. Pessoas que já foram sorteadas para os jogos anteriores do Cuiabá não irão participar dos sorteios seguintes, até segunda ordem, para que todos tenham acesso à iniciativa.

Importante lembrar que, pelo fato do camarote ser disponibilizado pelo Cuiabá Esporte Clube, não é permitida a entrada no local vestindo camisetas de outros times ou seleções.

Para acessar o formulário e participar do sorteio, basta clicar no link https://forms.gle/F6i2QdHRPmCHnYfM8.

Para o jogo de domingo (02.07), o Cuiabá comunicou que não haverá torcida visitante na Arena Pantanal, devido a punição preventiva aplicada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ao Santos, tanto em jogos dentro do estádio do time, quanto nas partidas como visitante, como é o caso do jogo de domingo, na Arena Pantanal.

Como é feito o sorteio
Serão sorteados oito nomes e haverá a conferência se estes possuem a Carteira de Identificação do Autista (CIA). Confirmada a informação, os servidores da Setasc passam a entrar em contato com os sorteados. Caso haja desistência, novos sorteios serão realizados até que sejam confirmados os oito autistas que irão ocupar o camarote.

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Carteira de Identificação do Autista
O documento, que é uma das bandeiras da primeira-dama, Virginia Mendes, é emitido de forma gratuita pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e contém informações específicas e qualificadas da pessoa com o transtorno, o contato de emergência e, caso tenha, informações de seu representante legal/cuidador.

O cadastro da CIA, desde setembro de 2022, é realizado pelo aplicativo MT Cidadão, na modalidade digital e ou física (impressa). O prazo para a emissão da carteira digital é de cinco dias, a contar do envio da documentação via aplicativo, análise e aprovação pela equipe da Setasc. Já para a emissão da carteira física, o prazo é de 30 dias. Para mais informações: (65) 98421-4080/(65) 3613-5711 ou site da Setasc.

Fonte: Governo MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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