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Sesp capacita servidores sobre procedimento inicial de contratação pública

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Os servidores da Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (Saap) participaram, nesta quinta-feira (10.02), do Workshop de Aquisição, sobre a Instrução Inicial de Processo Licitatório. A intenção é atualizar os servidores de todas as unidades vinculadas à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) para dar mais celeridade e segurança aos procedimentos licitatórios.

Com a formação, os servidores estarão mais preparados para iniciar um processo de compra pública.

Participaram do treinamento 27 servidores da Saap, que trabalham diretamente com contratos relacionados à manutenção das unidades penais de Mato Grosso, como é o exemplo de contratação de empresa para fornecimento de alimentação e de materiais hospitalares aos reeducandos; aquisição de fardas e armamentos aos servidores, além de construção e reformas de unidades penais.

O secretário adjunto de Administração Penitenciária, Jean Carlos Gonçalves, participou da abertura do workshop e pontuou a importância da qualificação do corpo técnico para a elaboração dos processos de aquisições no âmbito do Sistema Penitenciário.

Durante as 8 horas de curso, os servidores puderam aprimorar seus conhecimentos sobre o passo a passo para dar início a um processo licitatório, como a elaboração do Termo de Referência, pesquisa de Preços Públicos e de dotação orçamentária, seguindo a nova lei de Licitação e Contratos Administrativos n° 14.133 de 2021 e o Decreto Estadual n° 1.126 de 2021, que regulamenta as hipóteses de contratação direta.

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Superintendente de Aquisição e Contratos da Sesp-MT, Nadya Bruno Morceli, destaca que a intenção é dar mais rapidez ao processo de aquisição, evitando a possibilidade de suspensão de serviços. “A intenção é proporcionar mais conhecimento aos servidores para que as unidades demandantes instruam de forma correta os processos licitatórios e evitar a devolução, o que causaria demora nas contratações”, lembrou.

Ela ressalta que a padronização do método inicial de contratação traz mais qualidade e eficiência aos serviços prestados pelos servidores. “O workshop permite o nivelamento do conhecimento sobre instrução processual dos procedimentos licitatórios. Assim, reduzimos a ocorrência de erros, dando maior celeridade e segurança nos processos licitatórios”, disse Nadya Bruno Morceli.

Atualização e Padronização

As aulas começaram neste mês e a meta é atualizar os servidores de todas as unidades da Sesp-MT, que trabalham com contratações, pois são eles que dão início ao processo de aquisição.  O workshop foi idealizado e está sendo ministrado pelo Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados (NGER) e a Superintendência de Aquisições e Contratos (Suac), da Secretaria Adjunta de Administração Sistêmica da Sesp-MT.  

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Até o momento, mais de 100 servidores de seis instituições das forças de segurança de Mato Grosso já passaram por esta capacitação. Entre elas, estão os servidores da Polícia Militar, Polícia Civil, Politec, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Fundação Nova Chance (Funac) e por último, os servidores da Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (Saap).  

Também vão participar do ciclo de capacitação, os servidores do Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria Adjunta de Justiça (Saju), Secretaria Adjunta de Administração (Saas) e Secretaria Adjunta de Integração Operacional (Saiop). Os servidores dessas unidades, serão atendidos ainda este mês. 

Fonte: GOV MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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