MATO GROSSO
Sema-MT devolve à natureza jaguatirica após três meses em tratamento
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Uma jaguatirica, resgatada em agosto deste ano, no município de Denise (218 km distante de Cuiabá), pela Diretoria de Unidade Desconcentrada (DUD) de Tangará da Serra, recebeu cuidados veterinários após ser atropelada e foi devolvida à natureza no último dia 22 de novembro.
O animal recebeu tratamento especializado, por três meses, em uma das clínicas credenciadas junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT). Foram realizados exames de imagem e de sangue, cuidados intensivos com medicamentos e controle da dor. Não houve fratura ou outra complicação que impedisse sua soltura. O tratamento foi acompanhado pela gerência de Fauna Silvestre da Sema-MT.
Um microchip foi implantado no dorso do animal, sob a pele, no mesmo local feito em animais de estimação, explica o veterinário e gerente de Fauna Silvestre da Sema-MT, Fernando Siqueira. Este monitoramento serve para identificar o animal com um leitor de microchip, em caso de captura futura.
A soltura foi realizada pela DUD de Tangará da Serra em área próxima em que o animal foi encontrado, após estar totalmente apto a retornar ao habitat natural.
A clínica veterinária Anjo da Guarda, localizada em Várzea Grande, realizou o tratamento. Ela é uma das quatro clínicas credenciadas para o cuidado veterinário da fauna silvestre. O Governo de Mato Grosso investe neste ano R$ 800 mil para esta ação, com recursos previstos no Plano Estadual de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais.
Denúncias ou entrega voluntária de animais
Para denunciar, solicitar resgate ou entrega voluntária de animais silvestres, basta entrar em contato com a Sema pelo telefone 0800 065 3838 ou com o Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental pelo 190 ou (65) 99987-4024.
Veja o vídeo clicando AQUI.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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