CUIABÁ

MATO GROSSO

Sema e Bope identificam extração ilegal de minérios e multa 11 empreendimentos em R$ 550 mil

Publicados

MATO GROSSO

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), em conjunto com o Batalhão de Operações Especiais (Bope), deflagrou operação contra extração ilegal de minérios em Colíder, Guarantã do Norte, Paranaíta e Alta Floresta.

Foram fiscalizados 12 empreendimentos de atividade de extração mineral nos quatro municípios. Onze deles foram multados em R$550 mil, sendo que oito foram embargados. Também foram apreendidas seis máquinas escavadeiras hidráulicas.

A operação foi realizada entre 25 de março e 1º de abril. O objetivo foi atender denúncias formalizadas junto ao Ministério Público e Ouvidoria Setorial da Sema, além de dados da plataforma de monitoramento com imagens de satélite Planet, tratados pela Gerência de Planejamento de Fiscalização e Combate ao Desmatamento da Sema.

Quatro dos pontos fiscalizados possuem licença ambiental, mas operavam em desacordo com o projeto aprovado, como a extração mineral em área não autorizada. Cinco das máquinas apreendidas foram destinadas aos municípios, assim como 10 motores com bombas d’água.

“Nessa operação de combate a extração mineral ilegal, foram observados todos os critérios relacionados a apreensão de bens, tendo como ponto principal a segurança da equipe. Os alvos fiscalizados estavam localizados relativamente próximos às sedes de municípios, o que proporcionou a disponibilidade de rede de comunicação com as prefeituras, fornecendo apoio logístico e espaço físico para depósito das máquinas e motores apreendidos”, explicou o coordenador de Fiscalização de Empreendimentos da Sema, Thiago Queiroz.

Leia Também:  Escola de Governo abre inscrições para curso online de gestão de documentos

Clique aqui para ver o vídeo produzido pelo Bope sobre a operação.

Veja fotos da operação:

Denúncias

Os crimes ambientais devem ser denunciados à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, pelo 65 98153-0255, pelo email ouvidoria@sema.mt.gov.br, pelo aplicativo MT Cidadão ou em uma das regionais da Sema.

Quem se deparar com um crime ambiental também pode denunciar à Polícia Militar, pelo 190.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

Publicados

em

O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

Leia Também:  Polícia Civil recupera carga de pneus furtada em Várzea Grande

Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

Leia Também:  MT lidera crescimento de produção industrial no Brasil: "Ações do Governo promoveram a retomada da confiança dos empresários"

Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA