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Sem papel: todos os processos do Segundo Grau do Poder Judiciário de MT tramitam de forma eletrônica

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No Segundo Grau do Poder Judiciário de Mato Grosso todos os processos tramitam de maneira virtual, garantindo mais acessibilidade aos operadores do Direito e à população, principalmente nestes tempos de pandemia. Dessa forma o Tribunal de Justiça atende com tranquilidade a resolução 420/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que proíbe a tramitação de processos físicos nos tribunais de justiça, após o dia 1º de março de 2022.
 
Isso quer dizer, que todos os processos só poderão ser protocolados no Tribunal (Segundo Grau de Jurisdição) via Processo Judicial Eletrônico (PJe). “Há bastante tempo o Judiciário de Mato Grosso vem trabalhando para a virtualização de 100% do acervo processual. No Segundo Grau de Jurisdição esse trabalho foi concluído em 15 de dezembro de 2021, após uma força-tarefa realizada pela Coordenadoria Judiciária, Vice-Presidência e Coordenadoria de Tecnologia da Informação”, lembra o coordenador Judiciário do TJMT, Bruno Jose Fernandes da Silva.
 
O coordenador destaca que nos processos híbridos era permitido a utilização do Portal Eletrônico do Advogado (PEA), que passa por uma migração. “Estamos uniformizando o procedimento e todos os processos devem ser protocolizados pelo PJe, os processos em tramitação estão sendo migrados de outros sistemas para o PJe ”, esclarece.
 
Atualmente, tramitam no Segundo Grau do Poder Judiciário de Mato Grosso aproximadamente 35 mil processos, todos de maneira virtual.
 
A medida vale para todos os tribunais brasileiros e foi aprovada considerando as restrições sanitárias necessárias devido à pandemia do Covid-19, somando-se ao fato de que a virtualização dos processos mostrou-se eficaz na busca ela celeridade processual.
 
Comarcas – No Primeiro Grau de Jurisdição do Judiciário de Mato Grosso todos os novos processos são protocolados apenas pelo Processo Judicial Eletrônico (PJe), no entanto por conta dos processos híbridos (processos físicos que foram digitalizados), ainda é possível o protocolo via Portal Eletrônico do Advogado (PEA), até que todos esses processos sejam migrados para o PJe.
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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