MATO GROSSO
Seduc seleciona professores que vão concorrer a curso nos Estados Unidos
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) está selecionando professores efetivos de língua inglesa para a etapa nacional do seletivo para formação de cinco meses nos Estados Unidos. O processo dispõe de quatro vagas e faz parte de uma parceria entre a Seduc, Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Fulbright Brasil.
As inscrições terminam no dia 04 de abril e devem ser feitas pelo e-mail itamar.bressan@educacao.mt.gov.br e juliana.taborelli@educacao.mt.gov.br com toda a documentação exigida, bem como o formulário DAI Application, o Inquiry Project e o currículo resumido (todos preenchidos em inglês). A falta de documentos implicará no indeferimento da inscrição.
O Programa de Aperfeiçoamento para Professores de Língua Inglesa (Fulbright Distinguisged Awards in Teaching Program for International Teachers –DAI) é uma iniciativa do governo americano que oferece para professores da rede pública uma oportunidade de curso de aperfeiçoamento de cinco meses nos Estados Unidos.
O curso visa fortalecer a excelência no ensino da língua inglesa, oferecendo aos participantes conhecimento mais aprofundado das melhores práticas em metodologias de ensino, planejamento de aula e uso da tecnologia em educação.
Segundo a secretária adjunta de Gestão Educacional, Valdelice de Oliveira Holanda, a seleção é uma oportunidade de desenvolvimento pessoal e profissional e os que passarem por esta experiência poderão transformar o espaço da sala de aula em um ambiente que favoreça o protagonismo dos estudantes nas aulas de língua inglesa. “É sem dúvida uma oportunidade importante de viver essa experiência que vai contribuir para aprimorar as práticas educacionais articuladas ao Documento de Referência Curricular para Mato Grosso (DRC)”, sugere.
Requisitos
Essa é a quinta edição do programa que a Seduc participa. Para se candidatar, o profissional interessado tem que atender alguns requisitos como: possuir licenciatura em língua inglesa, com conclusão após 31 de dezembro de 2010; ter, no mínimo, cinco anos de experiência em sala de aula; não estar em estágio probatório; estar em efetivo exercício em turmas do Ensino Médio, demonstrar o compromisso de continuar lecionando na rede pública após o intercâmbio, entre outros.
“É necessário que o candidato leia atentamente todas as orientações contidas nos documentos anexos para que sua inscrição não seja indeferida por não atender a todos os critérios colocados pela organização do programa”, esclarece Itamar Bressan, coordenador da seleção.
Para a etapa estadual, um critério a ser observado também é a participação e o engajamento do profissional nas iniciativas desenvolvidas pela Seduc na área da língua inglesa. Um exemplo é a formação que está sendo ofertada em parceria com a EF em que é possível monitorar os acessos e a participação dos professores no desenvolvimento das atividades e na participação das aulas ao vivo com professores nativos de forma on-line. A pertinência do Inquiry Project, que deverá estar escrito em inglês, terá peso considerável no processo de seleção, no caso de o número de interessados estar acima do número de vagas para a etapa nacional.
Os quatro professores selecionados na etapa estadual continuarão o processo seletivo em nível nacional com mais etapas a serem cumpridas. Ser selecionado na etapa estadual não implica na concessão automática da bolsa para a formação nos Estados Unidos.
Saiba mais nos anexos:
ANEXO 1 – ANEXO 2 – ANEXO 3 – ANEXO 4 – ANEXO 5 – ANEXO 6 – ANEXO 7 – ANEXO 8
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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