MATO GROSSO
Sede do MPMT em Nova Mutum recebe nome de procuradora de Justiça
MATO GROSSO
A nova sede das Promotorias de Justiça de Nova Mutum recebe o nome da procuradora de Justiça Maria Ângela Veras Gadelha de Souza. Ela ingressou no Ministério Público do Estado de Mato Grosso em março de 1990 e faleceu em 2018. A homenagem foi concedida pelo Colégio de Procuradores de Justiça.
“Uma mulher de valores inestimáveis, sempre ao lado de quem precisasse, apta e pronta a estender a mão a todos aqueles que recorressem a ela. Independente da situação, tinha sensibilidade e empatia ímpares, sendo capaz de trazer conforto e afago para todos aqueles que estivessem ao seu redor, ainda que fosse ela, em vários momentos, quem mais precisasse de um conforto”, destacou o corregedor-geral adjunto do MPMT e irmão da homenageada, João Augusto Veras Gadelha.
O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, lembrou que a procuradora de Justiça lutou contra uma doença grave por cinco anos. “Mesmo na doença, quando conversávamos, era ela que nos trazia paz. Esta é uma homenagem merecida e simbólica, para uma colega que sempre foi modelo para nós, assim como Nova Mutum é para o restante do estado”.
ESTRUTURA: Com 1.700 metros quadrados de área construída, a nova sede das Promotorias de Justiça de Nova Mutum foi projetada em dois pavimentos. No primeiro deles existem salas de apoio e salas para o Espaço Luz, Assistência Social, arquivo, copa, banheiro social e auditório com 94 assentos.
O segundo pavimento contempla 10 gabinetes para promotores de Justiça, entre outras salas. A sede dispõe ainda de 10 vagas de estacionamento para promotores e 33 para visitantes.
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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