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Sarau Prosa, Poesia e Justiça marca celebração dos 38 anos da Esmagis-MT

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A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) celebrou seus 38 anos de atividades com o 1º Sarau Prosa, Poesia e Justiça, realizado na última sexta-feira (23 de junho), em homenagem ao poeta cuiabano Manoel de Barros. A iniciativa reuniu magistrados(as) e servidores(as), acompanhados de seus familiares, num momento de incentivo à cultura e confraternização entre os participantes.
 
Idealizadora da iniciativa, a diretora-geral da Esmagis-MT, desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, enfatizou a importância da comemoração. “São 38 anos e muitos motivos a celebrar, principalmente eu, que fui aluna da primeira turma, em 1985. Era uma salinha apenas dentro do Tribunal, não existia nenhuma das duas escolas. Formei na primeira turma da Esmagis e, para mim, é uma honra estar hoje aqui comemorando esse aniversário”, afirmou.
 
Segundo ela, além de um encontro cultural, o 1º Sarau também tem caráter pedagógico, ao expor as obras escritas por magistrados que integram o Judiciário de Mato Grosso. “Queremos incentivar a produção, a escrita, o estudo, pois esse é o papel da Escola. Nós unimos a cultura com o pedagógico. E escolhemos um poeta cuiabano, que tem muitas poesias relevantes. Hoje aqui estão os magistrados e suas famílias, reunidos para que a gente se integre, converse e se conheça melhor como pessoas”, complementou. Clique neste link para ler na íntegra o pronunciamento feito pela magistrada no evento.
 
Prestigiando o evento, a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, salientou ter uma relação de amor e proximidade muito significativa com a Esmagis. “Eu sinto uma gratidão muito grande porque foi importantíssimo cursar o período preparatório para poder fazer o concurso. Para mim, fez toda a diferença e eu me comprometi comigo mesma que tudo que pudesse fazer para retribuir esse benefício que recebi eu o faria. E tenho cumprido essa promessa. Já fui facilitadora de diversas matérias, ajudo em cursos, já lecionei na Esmagis. Meu amor e meu carinho por essa Escola reverberam em minha alma.”
 
Homenagem – O cuiabano Manoel de Barros nasceu em 1916 e teve sua vida dedicada à poesia. Com linguagem simples e coloquial, escreveu sobre temas como infância, cotidiano e natureza. Faleceu em 2014 e até hoje é considerado um dos maiores poetas brasileiros. Para falar sobre a vida e trajetória poética do homenageado, o Sarau contou com a participação da professora Maria Cristina de Aguiar Campos. Doutora em Educação, ela ocupa a cadeira 16 na Academia Mato-grossense de Letras.
 
“É superinteressante a gente ver a literatura adentrar esses espaços onde ela normalmente não transita. Fiquei muito feliz com o convite! A Esmagis está de parabéns pela iniciativa e espero que o projeto tenha continuidade, dando a conhecer outros nomes da nossa literatura”, ressaltou Maria Cristina.
 
A afinidade com a obra de Manoel de Barros, conta ela, foi imediata. “Aquilo que mais me chamou atenção na primeira vez que eu mantive contato com a poesia dele foi que ele traduzia imagens da minha infância. Sabe aquele menino no quintal, brincando com as pedrinhas, com as coisas do chão? Aquela criança que fica esperando a manga amadurecer só de olhar. O menino no rio, os bichinhos, as árvores. Me vi voltando no tempo”, assinala.
 
No Sarau, alguns magistrados(as) e convidadas mostraram seu lado artístico e declamaram poesias do homenageado: o juiz Abel Balbino Guimarães recitou “O apanhador de desperdícios” e o poema “O livro sobre nada”, do livro “Memórias inventadas – a infância”. A juíza Ana Cristina Mendes apresentou o poema “A disfunção”, da obra “Tratado geral das grandezas do ínfimo. A magistrada Ana Graziela Vaz de Campos Alves Correia recitou a poesia “O autorretrato”, da obra “O livro das ignorãças”. Já a servidora Dalila Matos declamou o poema “A borra”, do livro “Ensaios Fotográficos”; a juíza Hanae Yamamura apresentou a poesia “Línguas” e a sobrinha-neta do poeta, Solange Maria de Barros, recitou “Menino do mato”.
 
Única parente do homenageado presente ao evento, Solange destacou ser um prazer prestigiar tão bonita homenagem ao seu tio-avô. “Fico até emocionada. Embora a gente não tivesse tanto contato, porque ele saiu de Cuiabá muito cedo, mas ficaram os poemas, o legado que ele deixou para toda a literatura. É uma alegria muito grande. Dentre tanto poemas, escolhi um que ele fala do Bernardo, um grande amigo. Menino do mato. Quando Bernardo faleceu, ela fala ‘Bernardo virou um passarinho, Bernardo voou’. Essa frase me marcou muito”, assinalou.
 
Já a servidora Dalila Matos, assessora jurídica sênior da Presidência, disse ter ficado muito honrada com o convite para declamar a poesia. “Amo poesia, escrevo poesias desde a adolescência, já publiquei alguns livros de poesia, é a minha paixão. Achei a iniciativa brilhante da Esmagis de trazer para o Poder Judiciário esse momento de descontração, de música, de encanto e magia, porque poesia é isso! Mexe com a gente, poesia é sentimento, é realidade, é sonho, vem do onírico, daquilo que brota das nossas entranhas. Me sinto muito feliz e honrada por essa participação”.
 
Integrante do Conselho Consultivo da Esmagis, o desembargador Luiz Ferreira prestigiou o Sarau e lembrou que hoje os magistrados não podem se ater apenas aos níveis técnicos. “O juiz precisa conhecer outras matérias, e, por certo, sendo ele leitor de poesias, certamente vai ter capacitação de examinar um processo com um pouco mais docilidade, trazendo para dentro do processo um entendimento mais ameno, mais anímico, colocando mais o espírito do que apenas o cérebro ao decidir”, salientou.
 
Além da exposição de livros, houve ainda a apresentação do Projeto Chita e Fuxico, que tem a finalidade de beneficiar mulheres em vulnerabilidade social. A ação é de responsabilidade social da BPW Cuiabá, representada no evento por sua presidente, Rúbia Ranzani, e pela coordenadora de responsabilidade social, Zilda Zampero.
 
Lígia Saito / Fotos: Ednilson Aguiar
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Wilson Santos propõe nome de ex-governador para ponte ferroviária sobre o rio Vermelho

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 1.092/2025 para denominar a ponte ferroviária sobre o rio Vermelho, em Rondonópolis, como “Ponte Ferroviária Governador Carlos Gomes Bezerra”. A iniciativa reconhece a contribuição do ex-governador para o desenvolvimento de Mato Grosso, especialmente nas áreas de infraestrutura, saúde, agricultura, educação e transporte.

Ao justificar a proposta, o parlamentar destacou a trajetória política de Carlos Bezerra, nascido em Chapada dos Guimarães, e a sua atuação em defesa de trabalhadores rurais e de famílias que enfrentavam conflitos agrários pela posse da terra. “Essa é uma justa homenagem que este Parlamento faz a um filho de Chapada dos Guimarães, professor, advogado. Atuou em toda a região sul, sudeste e no Araguaia, defendendo os posseiros, os meeiros, aqueles que o Estado, infelizmente, não dava a devida cobertura”, relatou.

Carlos Bezerra iniciou a sua trajetória política na década de 1970 e ocupou diferentes cargos públicos, entre eles deputado estadual, deputado federal, prefeito de Rondonópolis, governador de Mato Grosso e senador da República. Para Wilson Santos, a sua passagem pelo governo estadual, entre 1987 e 1990, foi marcada por transformações importantes para a população mato-grossense. 

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“Ele também foi líder do movimento estadual de Cuiabá, foi deputado estadual em 1974, depois foi eleito federal em 1978, prefeito de Rondonópolis em 1982, governador em 1986 até 1990. Fez profundas transformações e melhorou muito a vida das pessoas”, ressaltou.

Entre as ações destacadas pelo deputado estão a descentralização dos serviços de saúde, com a construção dos primeiros hospitais regionais do Estado, a implantação de mecanismos de gestão democrática na rede pública de ensino e os investimentos em saneamento básico. “Foi o primeiro governador a tratar em saneamento básico, a fazer a primeira estação de esgoto e ainda é a maior de Cuiabá e, também, levou rede de esgoto para outras cidades”, declarou.

O parlamentar também lembrou as medidas adotadas por Bezerra para enfrentar os conflitos agrários em Mato Grosso. Segundo ele, a decisão de restringir a atuação policial nessas situações e priorizar a negociação contribuiu para reduzir a violência no campo. “Na área do campo, por meio de um decreto, proibiu a atuação da polícia no campo onde havia conflitos, trazendo para a mesa de negociação, para que a razão e a civilização resolvessem esses conflitos agrários de Mato Grosso. Diminuiu sobremaneira as mortes no campo de Mato Grosso”, lembrou.

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A ponte ferroviária sobre o rio Vermelho está situada em Rondonópolis, município estratégico para o escoamento da produção agrícola e para a integração logística de Mato Grosso com outros mercados. A proposta destaca que a infraestrutura ferroviária representa um dos símbolos do desenvolvimento econômico da região sul do Estado e a atribuição do nome de Carlos Gomes Bezerra busca associar essa estrutura à trajetória pública do ex-governador e à sua atuação política em favor do desenvolvimento regional.

Ao defender a homenagem, Wilson Santos ressaltou a importância de reconhecer publicamente a contribuição de lideranças que marcaram a história política estadual. “E, sem dúvida, foi um governador que deixou saudades em Mato Grosso. No próximo 4 de novembro, ele completará 85 anos. Eu tenho certeza que essa homenagem no Parlamento, onde começou a sua carreira política, é uma justa homenagem a um ex-membro titular da Casa, que fez uma das mais completas biografias na política mato-grossense. Agradeço aos colegas que depositam ao Carlos Bezerra esse voto de confiança”, concluiu Wilson Santos.



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