MATO GROSSO
Revista sobre trabalhos realizados em escolas do campo e quilombolas já está disponível no site da Seduc-MT
MATO GROSSO
Com o intuito de valorizar a produção de conhecimento e garantir uma educação que abranja as especificidades das escolas estaduais do campo e quilombolas, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), por meio da Secretaria Adjunta de Gestão Educacional (SAGE) e da Superintendência de Diversidades Educacionais (Sudi), lançou a 2ª edição da Revista Científica Digital Campoqui.
Editada com artigos científicos produzidos por profissionais da Rede Estadual de Educação, a Revista Campoqui complementa a pesquisa e a ciência na Educação Pública de Mato Grosso.
A primeira edição foi lançada no primeiro semestre de 2022 e apresentou artigos e relatos de experiências exitosas desenvolvidas nas escolas do campo e quilombolas.
Nesta segunda edição, já disponível para download no site da Seduc-MT, os destaques são para o “Projeto Horta” e “Projeto Educação e Sustentabilidade”. Em ambos os textos, o foco está na implementação e valorização da agricultura familiar, o empreendedorismo, a vivência, o contato com os recursos naturais e postura responsável diante do meio ambiente.
Para a superintendente de Diversidades Educacionais, Lucia dos Santos, a Revista Campoqui é um elemento propulsor para os profissionais da educação. “A publicação contribui com a superação dos estigmas relacionados a esses contextos, além de promover a pluralidade das comunidades envolvidas, por meio de contribuições técnicas”.
Clique AQUI e acesse a Revista Digital Campoqui.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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