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Reeducandos produzem peças de concreto em fábrica dentro da unidade prisional

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“O trabalho dignifica o homem.” A clássica frase do sociólogo Max Weber foi construída em um contexto diferente do atual, mas se encaixa perfeitamente no processo de ressocialização das pessoas privadas de liberdade, com a instalação de uma fábrica de artefatos de concreto dentro do Centro de Detenção Provisória de Lucas do Rio Verde.
 
A máxima de Weber vai ao encontro do tripé da reinserção social, segundo o supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF/MT), desembargador Orlando Perri, que constitui a profissionalização por meio da capacitação, da educação e de condições dignas no sistema prisional.
 
Para o desembargador, sem a observação dos três aspectos não é possível falar em ressocialização. “É preciso compreender que em pouco tempo as pessoas privadas de liberdade irão voltar ao convívio social. Qual tipo de pessoa queremos encontrar lá fora? Sem estudo, trabalho e condições dignas no sistema carcerário, com certeza eles serão seres humanos muito piores do que aqueles que entraram aqui.”
 
A fábrica conta com a mão de obra de 39 reeducandos e foi instalada em 2008, dentro da unidade prisional, em parceria com a Prefeitura de Lucas do Rio Verde. Desde 2014, além da estrutura industrial do Executivo Municipal, o espaço é dividido com uma empresa privada, a partir de um termo de cooperação municipal, para produção de diferentes materiais de concretos.
 
Itens produzidos
 
Na unidade são produzidos itens como bancos de concreto, bancos de concreto com madeira, blocos de concreto, caixas de concreto, canaletas, esticadores, floreiras, meios-fios, pavers, postes de concreto, tampas e tubos.
 
Na parte relativa à prefeitura, os itens produzidos são utilizados em escolas, hospitais, praças e obras públicas do município, já na empresa privada, os produtos são disponibilizados para comercialização no mercado local.
 
Negócio lucrativo
 
Com produção de aproximadamente 70 mil peças por mês e economia de 40% na produção dos itens, em comparação à aquisição dos mesmos produtos no mercado privado, a fábrica é uma excelente opção na redução de custos ao município, gerando economia de milhões aos cofres públicos.
 
Vantagens da contratação da mão de obra carcerária
 
De acordo com o empresário da fábrica de artefatos de concreto, João Paulo dos Santos, a instalação da fábrica dentro da unidade e a experiência na contratação da mão de obra de pessoas privadas de liberdade são muito positivas, pois os trabalhadores são comprometidos e a mão de obra também é qualificada. “Eu avalio a contratação da melhor maneira possível. Começamos com quatro ou cinco reeducandos e hoje o projeto está bem grande. Não temos problema de indisciplina, não temos problema de falta e conseguimos entregar o cronograma de produção como planejado. É maravilhoso.”
 
O empresário afirma que além da questão social, da ressocialização das pessoas privadas de Liberdade, o investimento na fábrica é um excelente negócio, pois em menos de três anos foi possível recuperar o total investido. Segundo João Paulo, o faturamento bruto do negócio gira em torno de 170 mil reais mensais, com a mão de obra de apenas 11 reeducandos.
 
Parque Industrial de Lucas do Rio Verde
 
Em reunião no dia 20 de julho com o prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, a equipe do GMF, liderada pelo desembargador Orlando Perri, sugeriu a criação de um parque industrial dentro do sistema carcerário. O prefeito sinalizou de forma positiva e irá estudar possíveis parcerias com o setor industrial.
 
Três empresas já demonstraram interesse na instalação de fábricas dentro do Centro de Detenção Provisória. O município de Lucas do Rio Verde conta com uma forte indústria do setor moveleiro e que se apresenta como possível parceira em futura instalação na unidade prisional.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Imagem 1: Foto colorida de dois reeducandos em frente à betoneira, colocando concreto em um molde retangular de uma tampa. Ao fundo estão insumos, como cimento, areia e brita. Na imagem o dia está com o céu bem azulado e o sol está forte. Imagem 2: Foto colorida com três bancos de concreto, com assentos em madeira sendo envernizados por trabalhadores do regime fechado do sistema prisional. Ele está em pé, de costas, com uma camiseta cinza do projeto Nova Chance, passando o rolo com verniz na madeira do banco do centro. Imagem 3: Foto colorida de reunião com o prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, e equipe do GMF, representada pelo seu supervisor, desembargador Orlando Perri e pelo seu coordenador, juiz Geraldo Fidelis. Eles estão sentados juntos a uma grande mesa de madeira, com demais membros da secretaria municipal e do Poder Judiciário de Mato Grosso. Ao fundo está um painel de madeira, com uma televisão desligada, ao lado de uma parede em tons de creme com grafiatos.
 
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Marco Cappelletti / Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Deputados aprovam por unanimidade projeto que homenageia pioneiro de Comodoro

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (21), o projeto de lei nº 1295/2025 , de autoria do deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos), que denomina ponte Gercino Rodrigues de Souza a estrutura sobre o Rio Margarida, localizada na rodovia estadual MT-440, em Comodoro.

A proposta apresentada por Moretto tem como objetivo homenagear Gercino Rodrigues de Souza, reconhecendo sua contribuição para o desenvolvimento do município e da região Oeste de Mato Grosso.

A iniciativa de Valmir Moretto busca preservar a memória de Gercino e reconhecer a contribuição de cidadãos para a formação e o desenvolvimento dos municípios mato-grossenses.

História– Nascido em 2 de junho de 1942, em Correntina (BA), Gercino dedicou-se à pecuária e estabeleceu-se em Comodoro na década de 1990, na Gleba Macuco. Durante sua trajetória, colaborou com iniciativas comunitárias, cedeu parte de suas terras para facilitar o acesso ao lugarejo de Alvorada e apoiou ações de capacitação profissional em sua propriedade, em parceria com o Sebrae.



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