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Recuperandos de Sinop concluem curso de segurança no trabalho com agrotóxicos

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Vinte recuperandos da Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, “Ferrugem”, em Sinop (497 km de Cuiabá), concluíram o curso profissionalizante de Segurança no Trabalho – Aplicação de Agrotóxico. Os internos foram treinados para trabalhar na aplicação de medidas de prevenção a acidentes e doenças em atividade com agrotóxicos. 

O curso teve carga horária de 24h e foi realizado dentro da unidade, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) e Sindicato Rural de Sinop, ministrado pelo instrutor Roberto Tomazoni da Cruz. Ao final, os recuperandos receberam o certificado de conclusão do curso. 

As aulas agregaram aos participantes conhecimentos que são necessários para aplicar as medidas de prevenção a acidentes e doenças no trabalho com a manipulação de agrotóxicos. Além disso, eles puderam conhecer os princípios legais para a utilização desses insumos conforme normas regulamentadoras. 

O diretor da penitenciária, Adalberto Dias, destacou a importância de agregar conhecimentos aos reeducandos na área da agricultura. “Desta vez, participaram do curso pessoas que já desenvolvem trabalhos na agricultura, como no projeto Semear, no cultivo de abacaxi, na horta interna produzindo hortaliças e pessoas que fazem a jardinagem e paisagismo da unidade”.

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Esta é apenas uma das capacitações e treinamentos de pessoas privadas de liberdade que serão realizadas durante este ano. Ao todo serão ofertados mais 17 cursos ministrados pelo Senar. “As capacitações têm como finalidade proporcionar a qualificação nas mais diversas áreas e prepará-los para o mercado de trabalho quando progredirem de regime”.

Fonte: GOV MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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