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Recém-empossados, novos juízes e juízas falam de ânimo em levar a Justiça às comarcas do interior

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“Realização de um sonho”. É como Paula Tathiana Pinheiro, uma entre 10 novos (a) juízes e juízas substitutos (a) que tomaram posse no Poder Judiciário de Mato Grosso nesta quinta-feira (18). Anos de estudos, dedicação e sacrifícios na vida pessoal é algo em comum entre os magistrados que garantem ser consenso entre eles a vontade de servir à sociedade levar a Justiça a todas as 79 comarcas do estado.
 
Paula Pinheiro revelou que ela própria ficou surpresa com a emoção que sentiu na solenidade de posse. “Evitei comemorações quando saiu a aprovação e até mesmo quando fui chamada, mas estar aqui foi um momento muito emocionante, não esperava”.
 
Advogada há 15 anos no interior de São Paulo, estado onde nasceu, ela só conheceu MT ao passar pelas etapas do concurso e o próximo desafio é se estabelecer e trazer os familiares para perto.
 
“A vida pessoal da gente para nessa espera pela posse, pela aprovação. Já entrei na faculdade querendo ser juíza, tenho até um bonequinho de profissões que minha me deu de presente, tem muitos anos, até descolou o bracinho, mas está lá”, explica.
 
Empossado, o juiz Luiz Antônio Muniz Rocha nasceu em Minas Gerais, mas antes de ser aprovado no concurso para a magistratura de MT, era promotor de Justiça em Rondônia.
 
“É uma satisfação muito grande, tanto para mim quanto para minha família. É uma coroação de todo o estudo. Estamos concretizando um sonho de vida e a intenção é ficar em Mato Grosso enquanto Deus me permitir. Enquanto a injustiça e a dor humana me incomodarem, continuarei na magistratura”, conta o magistrado recém-empossado.
 
Durante a solenidade, a juíza Raiane Santos Arteman foi a oradora da turma e, em seu discurso elogiou a recepção que todos tiveram por parte de servidores e magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que mostra, segundo ela, que “o elemento humano é o artigo mais precioso”.
 
“Nenhum de nós é mato-grossense, mas fomos muito bem-recebidos por todos, servidores e magistrados. Ressalto, com orgulho, que estamos na gestão de uma mulher, o que representa um Poder Judiciário mais empático. Queremos dar o nosso melhor e em nosso trabalho”, discursou a nova juíza.
 
Pedro Toaiari de Mattos Esterce, juiz empossado, falou que o momento é de muita felicidade, para todos os empossados e seus familiares. Afinal, são sonhos que se realizam, mas o fechamento de um ciclo também é o início de outro.
 
“Apesar das diferenças entre os estados de Minas e Mato Grosso, vejo muitas semelhanças. Como o próprio hino diz, “terras das minas faiscantes” é exatamente a realidade que tem lá. Além disso, o povo acolhedor nos dois estados. Prefiro me agarrar nas semelhanças e as dificuldades que, eventualmente, a gente tenha, vamos buscar o conforto”, concluiu.
 
Posse – A posse ocorreu no Plenário 1 em sessão solene presidida pela desembargadora Maria Helena Póvoas, que deu as boas-vindas aos empossados. O corregedor-Geral da Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira, também falou aos novos magistrados.
 
Cinco magistrados (as) substituem os (as) que foram nomeados(as) e posteriormente pediram exoneração do cargo. Por decisão da desembargadora-presidente, outros cinco foram nomeados, ampliando ainda mais o número previsto no edital do concurso, que inicialmente era nove, depois 25 e, agora, 30 juízes (as) substitutos (as) que passam a integrar o quadro da magistratura de Mato Grosso e que em breve estarão nas comarcas do interior.
 
Compromisso firmado pela presidente no início da gestão, a priorização do primeiro grau é um dos pilares da administração, assim como o fortalecimento da magistratura estadual.
 
Formação – Do dia 22 a 30 de setembro os(as) 10 juízes(as) substitutos(as) passarão pelo Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi). No dia 3 de outubro serão designados(as) para as comarcas em que atuarão (ainda não definidas) e lá continuarão com a formação on-line.
 
Servidores – Além da nomeação de juízes(as), a presidente do Tribunal de Justiça autorizou, em 2021 e 2022, a nomeação de 128 novos servidores e servidoras efetivos(as) em 45 comarcas de Mato Grosso. São 43 analistas judiciários e 26 técnicos que auxiliarão na entrega da prestação de serviços, contribuindo para a celeridade e eficiência nos fluxos da Justiça estadual.
 
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: foto horizontal colorida dos novos magistrados, eles estão em pé e vestem toga. Ao centro a presidente do TJMT. Foto 2: : Foto colorida do juiz Luiz Antonio Muniz. Ele usa óculos, veste a toga e ainda uma gravata azul e camisa branca. Foto3: fotografia colorida horizontal registrando a solenidade de posse. Os novos juizes estão à frente da imagem, cinco do lado direito e cinco do lado esquerdo. Ao fundo a mesa com o dispositivo de honra, onde estão as autoridades.
 
Andhressa Barboza/ Fot: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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