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Qualidade do curso sobre repressão ao narcotráfico ofertado pela Esmagis-MT é elogiada por alunos

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O curso “Fundamentos para repressão ao narcotráfico e ao crime organizado”, fruto da parceria entre a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis/MT) e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), já tem produzido impactos positivos entre os participantes.
 
Para a juíza substituta Marina Dantas Pereira, que atua na Vara Única da Comarca de Alto Taquari, a capacitação tem sido de suma relevância para o aumento do conhecimento nesta área, “permitindo uma visão ampla, sistêmica e inovadora sobre como o crime organizado fomenta o tráfico de drogas, bem como esses sistemas se retroalimentam, produzindo efeitos globais. Tais conhecimentos auxiliam de sobremaneira a atividade jurisdicional. É um curso excelente, com abordagem dinâmica e profunda”, avaliou.
 
A opinião é compartilhada pela juíza substituta Fernanda Mayumi Kobayashi, da Vara Única da Comarca de Itiquira, que entende que a capacitação tem superado as expectativas. “Além do estudo comparado, com a análise do surgimento das organizações criminosas no Brasil e no mundo, a diversidade das fontes de informação explorada pela Senad e toda a equipe técnica eleva em muito a qualidade do curso. Artigos científicos nacionais e internacionais, matérias jornalísticas, dissertações de mestrado e de doutorado, vídeos de profissionais atuantes na área de combate à criminalidade em geral: todas essas referências são apresentadas de forma bastante interativa e leve”.
 
Conforme a magistrada, há profundidade teórica nos temas explorados, sem perder de vista a preocupação com a aplicação prática desse conhecimento. “Uma iniciativa muito acertada da Esmagis em conjunto com a Senad”, afirmou.
 
Para o gestor judiciário José Ricardo Silva Queiroz, lotado na secretaria da 5ª Vara Criminal da Comarca de Rondonópolis, que tem competência para processar delitos de tráfico, o curso tem agregado bastante no exercício de sua atividade. “Tenho uma satisfação enorme de participar desse curso porque ingressei no Tribunal de Justiça em 2018, mas antes disso eu tive a oportunidade de trabalhar em um núcleo especializado de combate às drogas, na cidade de Águas Lindas de Goiás, pela Polícia Civil de Goiás, e antes eu havia sido militar do Exército e servi na fronteira. Percebi que o curso se preocupou em ter uma abordagem multidisciplinar, inclusive dos meios operacionais, que tem que ser valorizados e orientados segundo o conhecimento científico, e o curso procura fazer isso.”
 
Com carga horária de 80 horas, a capacitação é coordenada pelo juiz João Filho de Almeida Portela, colaborador da Esmagis-MT em atividades pedagógicas relativas à Política e Controle sobre Drogas Ilícitas e o responsável pelas relações institucionais com a Senad. “Esse curso aborda temas fundamentais no estudo do tráfico de drogas, que particularmente considero como carro-chefe de diversos outros segmentos criminosos e, notadamente, das organizações criminosas. Está estruturado em cinco módulos, sendo que no primeiro módulo estão sendo abordados os aspectos mercadológicos do crime organizado”, explicou.
 
Conforme o coordenador, a iniciativa aborda ainda temas como crime organizado, organizações criminosas, narcotráfico, situação econômica e financeira, especificamente numa perspectiva de lógica de mercado e precificação das drogas ilícitas, lavagem de capitais, financiamento de organizações criminosas, situação das máfias (a exemplo das tríades chinesas, da máfia russa e de grupos organizados sul-americanos e nigerianos), facções (como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho), o emprego da inteligência para repressão ao narcotráfico, entre outros assuntos.
 
Iniciado no fim de outubro, o curso, ofertado na modalidade Ensino a Distância (EaD), terá seis meses de duração.
 
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Lígia Saito
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Wilson Santos propõe nome de ex-governador para ponte ferroviária sobre o rio Vermelho

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 1.092/2025 para denominar a ponte ferroviária sobre o rio Vermelho, em Rondonópolis, como “Ponte Ferroviária Governador Carlos Gomes Bezerra”. A iniciativa reconhece a contribuição do ex-governador para o desenvolvimento de Mato Grosso, especialmente nas áreas de infraestrutura, saúde, agricultura, educação e transporte.

Ao justificar a proposta, o parlamentar destacou a trajetória política de Carlos Bezerra, nascido em Chapada dos Guimarães, e a sua atuação em defesa de trabalhadores rurais e de famílias que enfrentavam conflitos agrários pela posse da terra. “Essa é uma justa homenagem que este Parlamento faz a um filho de Chapada dos Guimarães, professor, advogado. Atuou em toda a região sul, sudeste e no Araguaia, defendendo os posseiros, os meeiros, aqueles que o Estado, infelizmente, não dava a devida cobertura”, relatou.

Carlos Bezerra iniciou a sua trajetória política na década de 1970 e ocupou diferentes cargos públicos, entre eles deputado estadual, deputado federal, prefeito de Rondonópolis, governador de Mato Grosso e senador da República. Para Wilson Santos, a sua passagem pelo governo estadual, entre 1987 e 1990, foi marcada por transformações importantes para a população mato-grossense. 

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“Ele também foi líder do movimento estadual de Cuiabá, foi deputado estadual em 1974, depois foi eleito federal em 1978, prefeito de Rondonópolis em 1982, governador em 1986 até 1990. Fez profundas transformações e melhorou muito a vida das pessoas”, ressaltou.

Entre as ações destacadas pelo deputado estão a descentralização dos serviços de saúde, com a construção dos primeiros hospitais regionais do Estado, a implantação de mecanismos de gestão democrática na rede pública de ensino e os investimentos em saneamento básico. “Foi o primeiro governador a tratar em saneamento básico, a fazer a primeira estação de esgoto e ainda é a maior de Cuiabá e, também, levou rede de esgoto para outras cidades”, declarou.

O parlamentar também lembrou as medidas adotadas por Bezerra para enfrentar os conflitos agrários em Mato Grosso. Segundo ele, a decisão de restringir a atuação policial nessas situações e priorizar a negociação contribuiu para reduzir a violência no campo. “Na área do campo, por meio de um decreto, proibiu a atuação da polícia no campo onde havia conflitos, trazendo para a mesa de negociação, para que a razão e a civilização resolvessem esses conflitos agrários de Mato Grosso. Diminuiu sobremaneira as mortes no campo de Mato Grosso”, lembrou.

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A ponte ferroviária sobre o rio Vermelho está situada em Rondonópolis, município estratégico para o escoamento da produção agrícola e para a integração logística de Mato Grosso com outros mercados. A proposta destaca que a infraestrutura ferroviária representa um dos símbolos do desenvolvimento econômico da região sul do Estado e a atribuição do nome de Carlos Gomes Bezerra busca associar essa estrutura à trajetória pública do ex-governador e à sua atuação política em favor do desenvolvimento regional.

Ao defender a homenagem, Wilson Santos ressaltou a importância de reconhecer publicamente a contribuição de lideranças que marcaram a história política estadual. “E, sem dúvida, foi um governador que deixou saudades em Mato Grosso. No próximo 4 de novembro, ele completará 85 anos. Eu tenho certeza que essa homenagem no Parlamento, onde começou a sua carreira política, é uma justa homenagem a um ex-membro titular da Casa, que fez uma das mais completas biografias na política mato-grossense. Agradeço aos colegas que depositam ao Carlos Bezerra esse voto de confiança”, concluiu Wilson Santos.



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