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Promotoria lança projeto “MP na Escola” e prevê visitas semanais

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A Promotoria de Justiça de Brasnorte (a 579km de Cuiabá) lançou nesta segunda-feira (14) o projeto “MP na Escola”, que prevê visitas semanais às unidades de ensino da comarca para levar informações úteis à comunidade escolar, estabelecer um diálogo e aproximar a instituição dos alunos, pais e professores. A iniciativa atende ao Planejamento Estratégico Institucional (PEI) do Ministério Público de Mato Grosso para o quadriênio 2020-2023, à medida que também identifica, combate e prevê atos de violência nas escolas que possam acarretar em bullying e evasão escolar.

Conforme o promotor de Justiça Alvaro Schiefler Fontes, a Escola Católica São Gonçalo, localizada na área rural do município, foi a primeira unidade visitada pelo projeto. Acompanhado da vice-prefeita de Brasnorte, professora Roseli Borges, o representante do MPMT abordou temas como drogas, sexualização precoce, importância da vacinação, respeito, violência contra as crianças e contra as mulheres, dentre outros assuntos de interesse social. “Ressaltamos que a união e o diálogo são como molas propulsoras de melhores resultados na área”, afirmou.

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Segundo Alvaro Schiefler Fontes, a diretora da unidade, Andreia Rosa de Almeida, ficou bastante satisfeita com a visita e considerou o momento “histórico”, pois foi a primeira vez que a escola recebeu uma palestra do MPMT. “O projeto visitará semanalmente escolas públicas e privadas do município, beneficiando alunos de 10 a 17 anos, além de pais e professores. Estamos em negociação com o secretário municipal de Educação e Cultura, Jonatas Ferreira de Melo, para definir o calendário das próximas palestras”, contou o promotor de Justiça.

Fonte: MP MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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