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Projeto Nosso Judiciário: estudantes de Direito de Araputanga conhecem a sede do Tribunal de Justiça

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Em mais uma ação do Projeto Nosso Judiciário, alunos do 7º período do Curso de Direito da Faculdade Católica de Araputanga, cidade localizada a 360 km da capital cuiabana, fizeram um tour guiado pelo prédio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O projeto busca integrar sociedade e o judiciário brasileiro, promovendo união.
 
Os acadêmicos da Faculdade Católica Rainha da Paz assistiram a uma sessão da câmara de Direito Privado, visitaram o Espaço Memória e conheceram a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos que aclamou a visita: “Fico feliz de saber que vocês se esforçaram e vieram para conhecer, é a casa de vocês”, disse.
 
Durante a sessão os alunos tiveram a oportunidade de presenciar a sustentação oral feita por um advogado egresso da Faculdade Católica Rainha da Paz. “Essa aproximação é fundamental porque faz o aluno sentir que ele pode, que é um espaço dele e que é possível se desenvolver profissionalmente. Isso não é distante ou inatingível.”, conta a professora de Pratica Jurídica que acompanhava a turma, Edna Soares da Silva. Segundo ela a iniciativa da visita foi dos próprios alunos.
 
Já no Espaço Memória, a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos conversou como os alunos e compartilhou um pouco de sua trajetória até a magistratura, de sua história pessoal e marcos da presença feminina na magistratura mato-grossense. Ela contou que o sonho de se tornar juíza é antigo: “Aos 8 anos eu disse para minha mãe que eu iria ser juíza”.
 
A magistrada também buscou incentivar os acadêmicos, ressaltando a importância do agir ético tanto no âmbito profissional quanto pessoal, mas procurou motivar principalmente as mulheres na turma. “Não tenham dúvidas da sua capacidade, vocês podem, não tenham dúvidas”.
 
A aluna Vanise Carvalho elogiou a palestra da desembargadora e compartilhou que se impressionou com a estrutura do prédio e com o acervo do Espaço Memória, “o que mais me impressionou, além da palestra, foi o querer conservar a história jurídica do estado. Saber que temos a nossa história, o nosso acervo e figuras que contribuíram muito para a história do estado, do Brasil e do mundo. Enquanto a acadêmica e enquanto mulher está sendo uma experiência incrível.”, afirma.
 
Dois alunos foram escolhidos para receberem o Glossário Jurídico diretamente da Desembargadora Helena Maria, os selecionados foram Vanise Carvalho e Luiz Ricardo Chioatto. O aluno comemorou a oportunidade: “Foi uma experiência incrível participar dessa visita, eu não tinha nenhum contato com o judiciário, não tive a oportunidade de visitar a nossa comarca, então vir aqui e ser bem recepcionado no Tribunal de Justiça do estado é uma sensação incrível, ainda mais porque tive a oportunidade de receber o glossário direto da mão da desembargadora. Para mim não há sensação melhor”, contou.
 
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem:
Foto 1: alunos de Araputanga reunidos em volta da Desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos juntamente com a professora Edna Soares da Silva no Espaço Memória. Foto 2: professora Edna Soares da Silva localizada a direita da foto dando entrevista para a TV Justiça. Ela olha para a esquerda. Ao fundo em desfoque há as bandeiras do Brasil e do Estado. Foto 3: Vanise Carvalho recebe Glossário Jurídico das mãos da Desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos. Vanise é uma mulher negra de cabelos cacheados e escuros. Ela veste blusa e casaco brancos e calça rosa. A desembargadora é uma mulher de pele branca, cabelos escuros e lisos, ela usa óculos e veste um casaco cinza e uma blusa estampada. As duas sorriem.
 
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Wilson Santos propõe nome de ex-governador para ponte ferroviária sobre o rio Vermelho

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 1.092/2025 para denominar a ponte ferroviária sobre o rio Vermelho, em Rondonópolis, como “Ponte Ferroviária Governador Carlos Gomes Bezerra”. A iniciativa reconhece a contribuição do ex-governador para o desenvolvimento de Mato Grosso, especialmente nas áreas de infraestrutura, saúde, agricultura, educação e transporte.

Ao justificar a proposta, o parlamentar destacou a trajetória política de Carlos Bezerra, nascido em Chapada dos Guimarães, e a sua atuação em defesa de trabalhadores rurais e de famílias que enfrentavam conflitos agrários pela posse da terra. “Essa é uma justa homenagem que este Parlamento faz a um filho de Chapada dos Guimarães, professor, advogado. Atuou em toda a região sul, sudeste e no Araguaia, defendendo os posseiros, os meeiros, aqueles que o Estado, infelizmente, não dava a devida cobertura”, relatou.

Carlos Bezerra iniciou a sua trajetória política na década de 1970 e ocupou diferentes cargos públicos, entre eles deputado estadual, deputado federal, prefeito de Rondonópolis, governador de Mato Grosso e senador da República. Para Wilson Santos, a sua passagem pelo governo estadual, entre 1987 e 1990, foi marcada por transformações importantes para a população mato-grossense. 

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“Ele também foi líder do movimento estadual de Cuiabá, foi deputado estadual em 1974, depois foi eleito federal em 1978, prefeito de Rondonópolis em 1982, governador em 1986 até 1990. Fez profundas transformações e melhorou muito a vida das pessoas”, ressaltou.

Entre as ações destacadas pelo deputado estão a descentralização dos serviços de saúde, com a construção dos primeiros hospitais regionais do Estado, a implantação de mecanismos de gestão democrática na rede pública de ensino e os investimentos em saneamento básico. “Foi o primeiro governador a tratar em saneamento básico, a fazer a primeira estação de esgoto e ainda é a maior de Cuiabá e, também, levou rede de esgoto para outras cidades”, declarou.

O parlamentar também lembrou as medidas adotadas por Bezerra para enfrentar os conflitos agrários em Mato Grosso. Segundo ele, a decisão de restringir a atuação policial nessas situações e priorizar a negociação contribuiu para reduzir a violência no campo. “Na área do campo, por meio de um decreto, proibiu a atuação da polícia no campo onde havia conflitos, trazendo para a mesa de negociação, para que a razão e a civilização resolvessem esses conflitos agrários de Mato Grosso. Diminuiu sobremaneira as mortes no campo de Mato Grosso”, lembrou.

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A ponte ferroviária sobre o rio Vermelho está situada em Rondonópolis, município estratégico para o escoamento da produção agrícola e para a integração logística de Mato Grosso com outros mercados. A proposta destaca que a infraestrutura ferroviária representa um dos símbolos do desenvolvimento econômico da região sul do Estado e a atribuição do nome de Carlos Gomes Bezerra busca associar essa estrutura à trajetória pública do ex-governador e à sua atuação política em favor do desenvolvimento regional.

Ao defender a homenagem, Wilson Santos ressaltou a importância de reconhecer publicamente a contribuição de lideranças que marcaram a história política estadual. “E, sem dúvida, foi um governador que deixou saudades em Mato Grosso. No próximo 4 de novembro, ele completará 85 anos. Eu tenho certeza que essa homenagem no Parlamento, onde começou a sua carreira política, é uma justa homenagem a um ex-membro titular da Casa, que fez uma das mais completas biografias na política mato-grossense. Agradeço aos colegas que depositam ao Carlos Bezerra esse voto de confiança”, concluiu Wilson Santos.



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