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Projeto de educadora oferece palestras em escolas sobre o risco de conteúdos impróprios na internet

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Em tempos de fácil acesso a meios digitais de informação, práticas culturais banalizadas, como a pornografia, podem trazer sérios riscos a crianças e jovens. Para prevenir e educar, o projeto ‘Diga Não à Pornografia’ oferece palestras gratuitas nas escolas públicas e privadas sobre o tema. A iniciativa, que tem como público alvo estudantes a partir de 12 anos, acontece em ambiente online, e pode ser agendada pela internet (link aqui).

Encabeçado pela educadora, escritora e pesquisadora Letícia Balducci, o projeto foi selecionado na categoria Culturas Urbanas do edital MT Nascentes, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). O objetivo do trabalho é proteger as crianças de predadores sexuais que rondam diversos ambientes da rede de computadores e ainda orientá-las sobre os perigos de se consumir conteúdo adulto.

De acordo com Letícia Balducci já é comprovado cientificamente que o acesso a este tipo de material pode trazer danos imediatos como ansiedade, depressão, mudanças comportamentais e sexualização precoce. “A longo prazo, o impacto do acesso contínuo a materiais pornográficos pode alterar a rede de conexões neurais, causar vício e dificuldades no relacionamento com outras pessoas”, explica.

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A especialista defende que a situação deve ser discutida dentro da escola e com uma linguagem e técnicas adequadas. “Para alguns pais, na tentativa de salvaguardar os filhos, o assunto é um tabu. Muitos defendem que isso pode antecipar a sexualização da criança e adolescente. Mas essa atitude acaba levando o adolescente a ter como única fonte de informação a Internet”, conclui.

Por que pesquisar sobre os efeitos da pornografia?

Letícia Balducci conta que quando começou a lecionar, viu pela primeira vez uma criança de 9 anos consumindo conteúdo adulto. Naquela ocasião, o computador do laboratório de informática da escola era usado para este fim. Com o tempo, outras cenas em ambiente escolar foram impactando a pesquisadora, como a cantoria e coreografia de músicas que exaltavam a sexualização. Quem dançava nem sempre tinha a percepção dos gestos que performava, apenas reproduzia.

Depois, com a popularização dos celulares e jogos, a situação ficou ainda mais preocupante e a pergunta que não saía de sua mente era “o que posso fazer para combater isso?”.

Então, começou a fazer pesquisas e trilhar um caminho de conhecimento que a levou a construir o Instagram @especilistaX. No espaço, a educadora compartilha informações e dá dicas de como se desvencilhar do vício em conteúdo pornográfico, como controlar a entrada do material dentro do ambiente domiciliar e afastá-lo das crianças.

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Agora, a proposta é ir para o contato direto com as crianças, que são vítimas em potencial deste tipo de conteúdo e prevenir, por meio da educação, a ação de predadores sexuais.

Serviço

Palestra gratuita “Diga Não à Pornografia”

Custo: gratuito

Inscrição de escolas: https://materiais.livrementeescolas.com.br/lp_especialista-x

Fonte: GOV MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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