MATO GROSSO
Programa Fila Zero na Cirurgia realizou mais de 95 mil procedimentos e reduziu tempo de espera
MATO GROSSO
O programa Fila Zero na Cirurgia, lançado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) em abril de 2023, já realizou 95.525 procedimentos, incluindo cirurgias, exames e consultas. O programa também reduziu de 59 para 26 dias a média do tempo de espera dos pacientes por cirurgias eletivas no Estado.
Em 2023, o programa realizou 33.241 procedimentos, sendo 8.086 cirurgias, 18.129 exames e 7.026 consultas. Já em 2024, foram 53.553 procedimentos, um aumento de 62% em comparação ao ano anterior: foram realizadas 15.968 cirurgias, 21.286 exames e 16.299 consultas.
“O programa Fila Zero é um dos maiores investimentos do Governo do Estado na saúde de Mato Grosso. Esses milhares de procedimentos realizados proporcionam mais qualidade de vida para a população, com atendimento eficiente e de forma mais célere”, declarou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Em 2024, houve o incremento de 62 novos procedimentos ao programa, totalizando 465 cirurgias em portfólio. Dentre os procedimentos incluídos ao escopo, estão a cirurgia bariátrica, a reparação para pacientes que já passaram pela bariátrica e a reparação para pessoas que sofreram queimaduras no corpo.
Além da inclusão de novos procedimentos, também foram alterados valores de 64 procedimentos que já eram contemplados pelo programa. A biópsia de punção, exame utilizado para o diagnóstico de câncer, foi um dos que sofreram aumento de valor.
“O programa Fila Zero na Cirurgia possibilitou uma redução de mais de 50% na espera por cirurgias eletivas em Mato Grosso e essas atualizações foram necessárias para que o programa tenha ainda mais eficácia e obtenha resultados ainda melhores”, avaliou o secretário adjunto de Vigilância e Atenção à Saúde da SES, Juliano Melo.
Desde o início do programa Fila Zero na Cirurgia, R$ 80 milhões já foram repassados aos municípios. O programa conta, atualmente, com a participação ativa de 83 municípios e consórcios, que totalizam 147 propostas.
Mais sobre o programa
O programa Fila Zero na Cirurgia, do Governo de Mato Grosso, busca reduzir a espera por procedimentos eletivos em Mato Grosso por meio de parcerias. O Estado repassa os recursos previstos para os procedimentos contemplados pelo programa e, desta forma, os entes parceiros se beneficiam do incentivo para aprimorar outros serviços prestados à população.
São elegíveis para o programa as unidades públicas de saúde municipais e estaduais, unidades privadas e filantrópicas, associações denominadas como consórcios e parceiros (como o MT Saúde).
Fonte: Governo MT – MT
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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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