MATO GROSSO
Professores deverão orientar alunos sobre prova que avaliará ensino
MATO GROSSO
Coordenadores e assessores pedagógicos da rede estadual de educação estão recebendo as orientações para aplicação da Avaliação Diagnóstica do Ensino Estadual de Mato Grosso. A prova acontecerá nos dias 29 e 30 deste mês, em 469 escolas urbanas, 12 de campo e duas unidades quilombolas, envolvendo 163.240 estudantes. A orientação é desenvolver atividades até a data da avaliação para manter os alunos tranquilos e familiarizados com o formato da prova. A iniciativa foi lançada pelo Governo do Estado no dia 10 deste mês, no programa Avalia-MT.
“É uma ação estratégica do Governo do Estado, que será desencadeada pela Secretaria de Educação, Esporte e Lazer (Seduc), em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caed) da Universidade Federal de Juiz de Fora com o objetivo de avaliar o desempenho dos estudantes. Mas contamos com a responsabilidade do assessor pedagógico e coordenadores para acompanhar e garantir a qualidade e a segurança do processo avaliativo”, destacou Kilwangy Kya Kapitango-a-Samba, assessor de política de pós-graduação e pesquisa educacional, da Seduc e coordenador da ação em Mato Grosso.
Serão aplicadas provas de Língua Portuguesa e Matemática e no caso dos quilombolas e da educação no campo, também um questionário socioeconômico. Para deixar os alunos tranquilos, a orientação é de que os professores desenvolvam atividades semelhantes as avaliações conhecidas, como a Prova Brasil, por exemplo, nesses dias que antecedem a prova.
Na Escola Estadual Senador Azeredo, em Cuiabá, os professores encabeçaram a ideia e estão explicando a dinâmica do conteúdo, orientando os alunos com modelos similares à Avaliação Nacional da Alfabetização e Prova Brasil, para que se identifiquem com a avaliação e encarem com naturalidade a Avaliação Diagnóstica do Ensino Estadual de Mato Grosso, no final do mês. Eles também estão se adaptando a responder por meio de gabarito.
“No começo os professores estranharam a aplicação da avaliação em Mato Grosso, tendo em vista que existem avaliações nacionais que dão um norte sobre o nível dos estudantes. Mas os profissionais compreenderam a importância da iniciativa para que medidas sejam tomadas de acordo com a realidade da escola. Assim, estão ajudando os alunos”, frisou Geander Franco de Araújo, coordenador pedagógico do período vespertino na Escola Senador Azeredo.
Participarão da prova alunos do 2º, 4º, 6º e 8º anos do Ensino Fundamental e 1º e 2º do Ensino Médio.
Diagnóstico
A avaliação educacional visa produzir informações sobre determinada realidade e está diretamente relacionada ao cotidiano das ações educativas na escola. Os professores estão acostumados a aferir o aprendizado dos alunos através de diversos instrumentos, como observações, registros e provas. E assim indicam o que precisa ser feito para que os objetivos dos processos de ensino e aprendizagem sejam concretizados nas ações pedagógicas.
Nesse sentido, segundo Kapitango, a Adepe-MT tem por finalidade, a partir das informações produzidas, que ações mais consistentes e condizentes com a oferta de uma educação de qualidade sejam desenvolvidas e promovam assim, a equidade de oportunidades educacionais. E proporcionará aos gestores a reformulação de políticas educacionais.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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