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Professor Roberto Freire fala sobre ética e moral no programa Magistratura e Sociedade

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Já está no ar a 14ª edição do programa Magistratura e Sociedade, que desta vez tem como entrevistado o professor doutor Roberto de Barros Freire. O programa foi disponibilizado no canal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso no YouTube (@tjmtoficial), nessa quinta-feira (8 de setembro). Clique neste link e assista.
 
Durante a entrevista conduzida pelo juiz Gonçalo Antunes de Barros Neto, o professor abordou temas interessantes, como a diferenciação entre ética e moral. “A moralidade sai mais dos costumes, algo que se impõe pela tradição. E a ética é algo que vai além dos costumes. Então, do ponto de vista moral, você não matar, não mentir e não roubar, se você cumpre com esses três princípios, você é uma pessoa que tem virtudes morais. Do ponto de vista ético, não matar, não mentir, não roubar, é sua obrigação”, afirmou Freire.
 
“A moralidade quer que a gente cumpra as leis. E a moralidade, inclusive, é que cria as leis. Para a ética, você tem que agir por um comportamento próprio. Por uma consciência alargada, e normalmente quem tem uma formação ética, ou quem seria mais apropriado uma autoformação ética, a pessoa faz mais do que a lei ordena. Enquanto a moralidade cria as leis. E se ela não consegue fazer as pessoas agir por dever, ela faz as pessoas agirem conforme o dever pela coerção. E é essa, para mim, a diferença básica. Tanto que a moral é uma criação mais romana e a ética é uma criação grega.”
 
Na entrevista, Freire falou sobre conflito de gerações, acesso à informação, direitos e deveres, evolução da sociedade, ressocialização de reeducandos, fake news, eleições, política, democracia, entre muitos outros assuntos. “A gente, normalmente, aqui no Brasil, acredita que não pode mudar nada, que não vai mudar nada. Tanto faz quem é o político que não vai mudar. Isso é uma infantilidade política. O brasileiro não tem uma formação política e ele não acredita que tenha o poder. Ele acha que o poder é algo externo, quando na verdade o poder está na nossa mão. Mas se você não sabe usar esse poder, esse poder se esvazia, porque o poder é uma coisa, contrariamente do que o pessoal pensa, o poder é uma coisa frágil.”
 
O convidado é doutor em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e em Ética e Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP). É professor associado da UFMT. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em ética e filosofia política, atuando principalmente nos seguintes temas: filosofia, cidadania, filosofia política, ética e ensino de filosofia.
 
 
ParaTodosVerem: Esse post possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Fotografia quadrada e colorida. Na lateral esquerda o ícone de play acompanhado do texto: /tjmtoficial. Na parte superior central o logo do Programa Magistratura e Sociedade e a foto do convidado: Roberto Freire. Acompanha do texto: Convidado: Roberto Freire. Assista agora! 14º Episódio. Assina a peça o logo do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.
 
 
Lígia Saito
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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